O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou, neste domingo (29), a morte de Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos, aos 100 anos. A informação foi confirmada por seu filho ao jornal norte-americano The Washington Post. Em uma mensagem publicada em seu perfil no X (antigo Twitter), Lula ressaltou o papel crucial de Carter na defesa da democracia e na promoção da paz mundial.
Carter, que ocupou a presidência dos EUA entre 1977 e 1981, é lembrado por seu compromisso com os direitos humanos e sua atuação decisiva em vários conflitos internacionais. Lula, em sua homenagem, recordou a pressão feita por Carter, ainda na década de 1970, sobre a ditadura militar brasileira pela libertação de presos políticos, destacando sua posição firme contra regimes autoritários e em favor das liberdades civis.
“Jimmy Carter foi um amante da democracia e defensor incansável da paz. No final da década de 1970, pressionou a ditadura brasileira pela libertação de presos políticos, um gesto de solidariedade que nunca será esquecido”, escreveu o presidente brasileiro.
Além de sua atuação política, Carter deixou um legado significativo como ex-presidente, com ações que perduraram por décadas após sua saída da Casa Branca. Segundo Lula, o ex-mandatário americano “conseguiu a façanha de ter um trabalho como ex-presidente tão ou mais importante que o seu mandato”. Carter se destacou pela crítica às ações militares unilaterais das superpotências e ao uso de drones em operações militares, sendo uma voz ativa contra abusos de poder em escala global.
O ex-presidente também teve papel importante na mediação de conflitos internacionais. Trabalhou junto com o Brasil em esforços para a paz na Venezuela e na ajuda ao Haiti. Fundou o Centro Carter, uma organização dedicada a promover a democracia, os direitos humanos e o diálogo entre nações, além da Fundação Carter, que focou em causas humanitárias, monitoramento eleitoral e mediação de conflitos.
Em 2002, sua trajetória em prol da paz foi reconhecida com o Prêmio Nobel da Paz, uma das maiores honrarias internacionais, em virtude de seu trabalho pela promoção dos direitos humanos e a solução pacífica de conflitos.
“Jimmy Carter será lembrado para sempre como um nome que defendeu que a paz é a mais importante condição para o desenvolvimento”, concluiu o presidente Lula em sua mensagem de despedida.