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Ministra Sônia Guajajara e diálogo com comunidades marcam operações na Terra Indígena Araribóia

A primeira semana da Operação de Desintrusão da Terra Indígena Araribóia, no Maranhão, foi marcada pela mobilização de forças federais e por um importante diálogo entre lideranças indígenas e representantes do Governo Federal, como a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara. Foram 61 ações nesta primeira semana de desintrusão, incluindo fiscalizações, reconhecimento aéreo e terrestre, além de reuniões estratégicas e de diálogo com comunidades dos povos originários.

No dia 15 de fevereiro, os indígenas da Aldeia Juçaral receberam a visita da ministra. Uma oportunidade de apresentar demandas, receber informações sobre a desintrusão e receber, ainda, o compromisso firmado de que o Estado garantirá a proteção do território. Em conversa com integrantes da associação Guardiões da Floresta, foram debatidas questões como arrendamento de terras para criação de gado, exploração ilegal de madeira, presença de não indígenas e desafios na proteção do território. A ministra reafirmou o compromisso do governo em combater práticas ilegais e garantir a segurança dos povos indígenas, além de discutir a necessidade de políticas públicas sustentáveis para a região.

Em coletiva de imprensa, a ministra Sonia destacou a importância da atuação conjunta entre órgãos federais e forças de segurança para a efetividade da operação. Entre os destaques de sua fala estão a relevância da inteligência da ABIN e do monitoramento realizado pelo IBAMA e CENSIPAM na identificação de áreas críticas dentro da TI.

A Polícia Rodoviária Federal aplicou autos de infração que somam R$ 22.303 em prejuízos aos infratores, reforçando o trabalho de combate a crimes ambientais e invasões ilegais na Terra Araribóia.

Com a operação em andamento, as próximas ações incluem novos reconhecimentos terrestres de áreas suspeitas e intensificação do uso de drones e aeronaves para mapear irregularidades. A operação mobiliza mais de 20 órgãos federais, incluindo a Casa Civil, os ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Defesa, dos Povos Indígenas e do Meio Ambiente, além de forças de segurança como o Exército, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional, e órgãos como FUNAI, IBAMA e CENSIPAM, garantindo a retirada de invasores, fiscalização e monitoramento da Terra Indígena Araribóia.

A operação cumpre determinação do Supremo Tribunal Federal, que determina ao Estado resguardar a vida dos indígenas e a proteção do território.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal

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