Ely Talyuli Júnior

Advogado com ampla experiência em defesa de corporações empresariais. Doutorando em Direito Constitucional. Mestre em Direito das Relações Sociais e Trabalhistas. Especialista em Direito e Processo do Trabalho. Milita atualmente junto aos Tribunais Superiores em Brasília. Ex-professor universitário. Ex-membro da Comissão de Direito do Trabalho e de Direito Desportivo da OAB-DF. Autor e Coautor de livros jurídicos e literários.

Corrupção “MÁXIMA”: O Escândalo Financeiro do Banco Master

De uma fraude financeira estimada em 12 bilhões de reais à utilização de aproximadamente 41 bilhões de reais recursos do Fundo Garantidor de Créditos. Adivinhem quem pagará essa conta?

Com o chamamento de investidores (atraídos pela emissão massiva de Certificados de Depósito Bancário – CDBs, com retornos significativamente acima da média de mercado, cerca de 130% do Certificado de Depósito Interbancário), o Banco Master chegou à necessidade de se blindar de alguma forma ao contratar o escritório em que atua a esposa de ministro do STF (pela surpreendente quantia de 129 milhões de reais) e ainda buscar consultoria com o escritório de um outro ministro, aposentado do STF, na época em que ele era há pouco o atual Ministro da Justiça do Governo Lula.

Mais do que um tumulto financeiro: HÁ UM EVIDENTE ESCÂNDALO NO MUNDO JURÍDICO ENVOLVENDO IMPORTANTES NOMES DA CÚPULA DO PODER JUDICIÁRIO! ESTÃO TENTANDO ABAFAR ESTA RECENTE E ULTRAJANTE DEVASTAÇÃO DO PATRIMÔNIO NACIONAL! NÃO PODEMOS FICAR CALADOS! NÃO PODEMOS ACEITAR! É UMA EXTENSA REDE DE CORRUPÇÃO QUE PERPASSA POR TODAS AS CAMADAS DO PODER!

O modus operandi das falcatruas é sempre o mesmo: há apoio político de fundo e blindagem de grandes corporações financeiras tentando escamotear as fraudes que, neste caso, afetaram em torno de 1,6 milhão de clientes. Entre os investidores institucionais mais prejudicados estão:  Oncoclínicas (R$ 433 milhões), a CEDAE (R$ 200 milhões) e o fundo de pensão Rioprevidência (R$ 970 milhões).

É muito triste ver esses verdadeiros assaltos ao patrimônio brasileiro serem repetidamente planejados e implementados. As autoridades não conseguem prever com maior antecedência essas organizações. Infelizmente ainda não aprenderam com os erros dos escândalos anteriores do Mensalão (2005) e do Petrolão (2014). O Brasil parece uma vítima inocente e altamente vulnerável a grandes quadrilhas. Quando a Polícia Federal finalmente consegue agir, já se foram várias vítimas devastadas pelo esquema criminoso.

Não é de agora que se vê uma instituição com longa continuidade delitiva surgindo no meio do cenário alguns medalhões conhecidos na organização política, judiciária e executiva brasileira.

Em véspera de novas eleições se deve rememorar que esses esquemas de corrução massiva exigem mudanças não só políticas na gestão nacional, mas de novas leis e novas formas de controle e fiscalização (isso porque os órgãos incumbidos desta competência não têm conseguido resolver o problema antes da “bomba” explodir).

Quem pagará esta conta? Eu não preciso dizer. Todos já sabemos…

Quem ficará preso? Eu não preciso dizer. Todos já sabemos…

A única verdade é que o dinheiro do Brasil uma hora acabará! É tanto roubo bilionário descarado que não é possível compreender como o sistema ainda gira e ao mesmo tempo continua engatinhando nesta ingênua condição de vítima de consequências criminosas que sempre acontecem sob o manto da impunidade.

Aliás, a série se repete hoje e se repetirá amanhã, pois estamos diante de leis e de um Código Penal que não conseguem manter criminosos presos por muito tempo. Somos igualmente reféns do moroso processo judiciário que resulta quase sempre na prescrição de crimes, na soltura de criminosos e na atuação de julgadores suspeitos ou incapazes de interromper o ciclo desta autodestruição tupiniquim.

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