O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), defendeu o cumprimento do cronograma proposto pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
Guimarães afirmou que Motta assumiu o compromisso de levar a proposta ao plenário até o fim de maio. Segundo o líder do governo, o envio imediato de um projeto de lei com urgência constitucional poderia gerar atritos políticos com o comando da Câmara.
Guimarães destacou que a pauta é considerada central pelo presidente Lula, mas ponderou que o governo deve aguardar o andamento da PEC. “Se mandar agora, é crise”, afirmou, ao relatar que Lula pretende ouvir Motta antes de tomar uma decisão definitiva.
Pelo cronograma apresentado por Motta, a PEC será analisada inicialmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), seguindo depois para uma comissão especial e, por fim, para votação no plenário da Câmara. Guimarães avalia que o envio de um projeto com urgência só se justificaria caso a tramitação da PEC fosse interrompida ou atrasada.
Fonte: Metrópoles