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Candidatos à vaga no TCU passam por sabatina na Câmara nesta segunda-feira

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados realiza nesta segunda-feira (13) a sabatina de sete candidatos a uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União, em meio a uma disputa marcada pela fragmentação de apoios políticos. A votação no plenário da Câmara está prevista para terça-feira (14) e será secreta.

Apesar da multiplicidade de candidaturas, o deputado Odair Cunha (PT-MG) aparece como favorito, com o apoio de 12 bancadas. Sua indicação foi fruto de um acordo articulado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, ainda em 2024, que garantiu respaldo do PT à sua eleição para o comando da Casa em 2025. No entanto, o entendimento não teve adesão ampla de partidos de centro e direita, que decidiram lançar candidatos próprios.

Ao todo, sete nomes disputam a vaga: Adriana Ventura (Novo-SP), Danilo Forte (PP-CE), Elmar Nascimento (União-BA), Gilson Daniel (Podemos-ES), Hugo Leal (PSD-RJ), Odair Cunha (PT-MG) e Soraya Santos (PL-RJ). A pulverização pode favorecer Cunha, que concentra o maior número de apoios formais entre as bancadas.

A sabatina, formato incomum nesse tipo de escolha, foi adotada neste ano por decisão de Motta. Cada candidato terá tempo para exposição inicial, seguido de questionamentos dos parlamentares. O parecer da comissão, no entanto, é apenas consultivo, e todos os nomes seguem para votação em plenário.

O processo também é marcado por disputas internas nos partidos. No PL, por exemplo, houve embate entre a indicação de Hélio Lopes, apoiado por Jair Bolsonaro, e a escolha final por Soraya Santos. Já no União Brasil, o impasse entre Elmar Nascimento e Danilo Forte levou à saída de Forte da sigla e sua filiação ao PP.

A vaga no TCU foi aberta com a aposentadoria compulsória do ministro Aroldo Cedraz, que completou 75 anos em fevereiro. O tribunal é responsável por fiscalizar o uso de recursos públicos federais e atua como órgão auxiliar do Legislativo. Após a votação na Câmara, o nome escolhido ainda precisará ser aprovado pelo Senado.

 

Fonte: CNN

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