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Rafael Fonteles debate pautas estratégicas no Consórcio Nordeste
O governador do Piauí Rafael Fonteles coordenou, nessa terça-feira (15), em Brasília, reuniões de quatro Câmaras Técnicas do Consórcio Nordeste: Minas e Energia; Esporte; Desenvolvimento Social; e Juventude. Durante os encontros, foram discutidos temas centrais de interesse comum dos estados nordestinos. Na área de Minas e Energia, foram discutidas ações para ampliar a exploração mineral e fortalecer as energias limpas e renováveis. No eixo Esporte, com participação do coordenador da Câmara Técnica deste tema, Luciano Leonídio, tratou-se do desenvolvimento integrado das práticas esportivas nos estados. Com Pedro Matias, secretário da Juventude da Paraíba, o foco foi a construção e o monitoramento de políticas públicas voltadas à juventude. Já a reunião da Assistência e Desenvolvimento Social, conduzida por Íris Maria de Oliveira, do Rio Grande do Norte, debateu o papel das câmaras como instâncias técnicas de apoio aos conselhos da área, fortalecendo as políticas públicas. “Encontros produtivos e relevantes, que nos faz seguir confiantes de que a força do Consórcio Nordeste continuará se traduzindo em conquistas concretas”, destacou o governador e presidente do Consórcio Nordeste, Rafael Fonteles. Reunião com ministros  O gestor também se reuniu com o ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Ricardo Lewandowski, os deputados federais pelo Piauí Flávio Nogueira e Florentino Neto, e a equipe do Ministério da Justiça para tratar da liberação de recursos para ampliar o número de vagas no sistema prisional do Piauí. Encerrando a agenda do dia, o governador ainda participou de encontro com a secretária executiva do Ministério de Portos e Aeroportos, Mariana Pescatori, e com o secretário nacional de Aviação Civil, Tomé Barros. Em pauta, investimentos estratégicos na infraestrutura portuária, que impactam diretamente na economia do Piauí. Fonte: Governo do Piauí
Governo Federal estuda aumentar limite para MEI, diz ministro
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda aumentar o limite anual do MEI (Microempreendedor individual). A informação é do ministro Márcio França, do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Segundo ele, não há um proposta fechada ainda, mas já há o consenso de que o valor do faturamento do ano, hoje em R$ 81 mil, precisa subir. A ideia que mais agrada ao Planalto -em especial ao Ministério da Fazenda-, diz França, é a criação de uma tabela progressiva que tenha como base o percentual de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). “A gente sabe que, passados dez anos, evidentemente, o valor ficou desatualizado”, afirmou à reportagem, em entrevista após evento do qual participou nesta segunda-feira (14), na sede da UGT (União Geral dos Trabalhadores), região central da capital paulista. “O problema [reajuste anual do MEI] é que isso implica na Previdência. Então nós temos tentado argumentar de fazer uma escada, aonde, por exemplo, aquilo que ultrapassar os R$ 81 mil, só a diferença, você remuneraria por outra alíquota, como acontece no Imposto de Renda.” O ministro acredita que alguma mudança ocorrerá já neste ano, em virtude da aprovação da reforma tributária, promulgada em dezembro de 2023 pelo Congresso Nacional, mas que precisa de regulamentação. A alteração no MEI seria necessária por conta da união de impostos na simplificação do sistema de tributos após a reforma, que trará apenas uma guia de pagamentos -o MEI hoje já tem sistema simplificado-, unindo ISS (Imposto sobre Serviços) e outros impostos. “Nós vamos ter que ter alguma medida, porque durante esse ano todo, com a aprovação da reforma tributária, isso vai ser necessário. Alguma alteração em todos esses números, que hoje são fixos, tem que acontecer.” O MEI contribui com 5% sobre o salário mínimo, de R$ 1.518 neste ano, para garantir benefícios previdenciários como aposentadoria, auxílio-doença e pensão por morte. Há ainda a incidência de outros impostos, conforme o tipo de atividade. Em 2025, a contribuição mensal do microempreendedores está em R$ 75,90 mais imposto conforme a atividade. Caminhoneiros têm MEI específico, que está em R$ 182,16 no ano. Enquadram-se como MEIs empreendedores cujo limite de faturamento por ano é de até R$ 81 mil. O deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos-PE), presidente da Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas, quer aproveitar a mudança na mesa diretora da Câmara para propor a alteração. O projeto defendido por ele é o PLP (Projeto de Lei Complementar) 108, de 2021, do senador Jayme Coutinho (União-MT), que propõe aumentar o limite para R$ 130 mil anuais. “Listado como prioridade na agenda legislativa da frente e do Sebrae em 2025, esse PLP também prevê a possibilidade do MEI contratar até dois empregados, estimulando o aumento na geração de novas vagas de trabalho formalizado”, diz Coutinho. Há ainda outros projetos, um deles para a criação do “Super MEI”, que elevaria o limite anual para R$ 140 mil. Outras propostas, segundo o deputado, preveem elevação para R$ 108 mil, na tentativa de diminuir o impacto da inflação, que de 2011 -ano em que o limite do MEI foi reajustado- até 2025 foi de 122%, segundo calculadora do Banco Central. Com base no INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que reajusta os salários no país, o limite anual do MEI deveria estar em R$ 179,8 mil. Os dados apontam para um total de 16,5 milhões de MEIs no país. A maioria deles é mulher. Em estados do Nordeste e dependendo o setor de atuação, as mulheres representam cerca de 70% dos microempreededores individuais. Seus ganhos, no entanto, são 32% menores que dos homens, em média. França tratou deste e de outros assuntos no evento com sindicalistas para debater as novas formas de trabalho no país e como abranger o micro e pequeno empreendedor, que não é só empresário, mas também é um dos funcionários de sua empresa. Segundo ele, o Planalto está de olho no microempreededor, que tem visto qualquer governo como inimigo. Com informações do Portal Correio.
Para Dias, legado da COP30 será cuidar da biodiversidade e das pessoas
“A floresta já é uma riqueza por si, mas, ao gerar atividade econômica, também é meio de proteção. E estamos trabalhando com o social. Que tal as pessoas do Cadastro Único, do Bolsa Família, em nome de uma prestação de serviço, irem lá na floresta coletar sementes, produzir mudas, plantar, cuidar e serem pagos pelo serviço ambiental?”. A provocação é de Wellington Dias, titular da pasta do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Ele foi o entrevistado desta terça-feira, 15 de abril, no programa Bom Dia, Ministro. No bate-papo com radialistas de várias regiões do país, ele detalhou as ações sociais que estão sendo preparadas em antecedência à COP30, a conferência da ONU sobre mudança do clima, que será em Belém (PA), em novembro. “Vamos cuidar da floresta, dos animais, das aves, mas cuidar de modo dedicado das pessoas que vivem naquela região amazônica”, afirmou Dias, numa perspectiva do legado que o país pretende deixar em torno do evento. Dias ressaltou o programa Floresta Produtiva, que tem como objetivo aproveitar áreas onde houve incêndios ou situações de desmatamento e realizar a recomposição responsável e que incentive a produção de alimentos típicos das regiões. “Que tal se a gente com produtos, plantas da própria região, trabalhar a produção de castanha, açaí, guaraná, cacau, cupuaçu, bacuri, um conjunto de produtos de grande valor comercial, e plantas que geram base para fármacos, medicamentos, cosméticos? Quem vai derrubar uma floresta que gera riqueza?”, defendeu o ministro. Fonte: Governo Federal
“Não é festa, é luta”, diz Marina Silva sobre COP30 em Belém
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, voltou a reforçar nesta terça-feira (15) a importância do enfrentamento ao aquecimento do planeta com planejamento para substituir os combustíveis fósseis por fontes de energia renováveis e menos poluentes. Durante a participação no simpósio Conectando Clima e Natureza: Recomendações para Negociações Multilaterais, em Brasília, a ministra lembrou a seriedade do compromisso com o meio ambiente assumido há 32 anos na Cúpula da Terra, a ECO 92, no Rio de Janeiro. “A gente vai ter que se planejar para uma transição justa para o fim do combustível fóssil, se não, a gente vai ser mudado. E já estamos sendo mudados”, declarou. De acordo com a ministra, esse planejamento precisa se traduzir na entrega das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) pelos países signatários do Acordo de Paris, até a próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), sediada pelo Brasil, em Belém (PA).
“Não é festa, é luta. Não é a Copa do Mundo, não é a Olimpíada, é uma COP, que a gente poderia dizer que vem em um momento em que estamos vivendo a pedagogia do luto e da dor por muitas coisas, inclusive pela ameaça ao multilateralismo, solidariedade e a colaboração entre os povos”, enfatizou.
Com um planejamento, Marina diz que é possível promover essa transição evitando problemas como extremos climáticos que causam temporais, secas, incêndios e desempregos.“Eu gosto da ideia de a gente se planejar para mudar, porque daí a gente tem a chance de poder gradativamente fazer as coisas sem os efeitos indesejáveis da mudança”, reforçou. Marina destacou ainda que as negociações climáticas precisam da sobriedade que carregue o peso de, no ano passado, o planeta ter atingido a temperatura de 1,5ºC acima do período pré-industrial.“O clima é parte da natureza, mas a gente fez algo tão terrível que agora a gente tem que conectar clima e natureza como se fosse algo separado”, afirmou.

Indígenas

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, que também participou do simpósio, afirmou que os originários têm trabalhado por um maior protagonismo indígena na política global e na tomada de decisão sobre as mudanças climáticas. “Estamos preocupados, não com a quantidade, e, sim, com a qualidade, de como nós, povos indígenas, podemos fazer valer o que vem lá do Acordo de Paris, que é esse reconhecimento do conhecimento tradicional, do conhecimento indígena também como conhecimento científico”, destacou. De acordo com Sonia, a sinergia natural entre os povos indígenas e a natureza é um fator decisivo na construção de soluções para enfrentar os desafios globais impostos pelas mudanças climáticas, e o exemplo da Floresta Amazônia é prova disso. “Os povos indígenas no Brasil não construíram grandes cidades, mas construíram uma grande floresta. E essa biodiversidade que a gente tem não é assim por si só, ela é hoje essa biodiversidade gigante por conta desse trânsito livre desses povos indígenas levando as sementes e toda essa riqueza para se construir esse lugar”, conclui. Fonte: Agência Brasil
Estados podem aderir a nova renegociação de dívidas até 31 de dezembro
A partir desta terça-feira (15), os estados e o Distrito Federal podem aderir ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag), que prevê descontos em juros e financiamento do saldo das dívidas estaduais em até 30 anos.  Em troca, os estados que aderirem vão aportar recursos para o Fundo de Equalização Federativa (FEF), que distribuirá dinheiro mesmo aos que não tiverem débitos com a União, para investimento em educação, segurança pública, saneamento, habitação, transportes e outras áreas. Administrado pelo Banco do Brasil, o FEF terá 20% dos recursos partilhados conforme o inverso da dívida estadual (quem deve menos recebe mais), com os 80% restantes distribuídos conforme os critérios do Fundo de Participação dos Estados (FPE), usado para repartir os recursos do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados. Segundo Ceron, ainda não há estimativas de quanto o FEF arrecadará porque o montante dependerá de quantas unidades da Federação aderirem ao Propag. A ideia é que os estados pouco endividados e bons pagadores sejam recompensados com mais investimentos em educação, segurança e infraestrutura. O Propag também permite que os estados amortizem até 20% do saldo devedor oferecendo ativos à União, como empresas estatais locais, royalties de petróleo, imóveis, créditos a receber e dívida ativa estadual ou distrital, entre outras. Em troca, os estados terão menos contrapartidas em investimentos diretos e poderão reduzir os aportes ao FEF. Sancionado no início do ano, o Propag foi regulamentado nesta-terça. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou pontos que trariam impacto sobre o resultado primário (resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública).

Investimentos

Em entrevista coletiva nessa segunda-feira (14), o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse que o Propag permitirá aos estados ampliar o investimento em cerca de R$ 20 bilhões por ano (em valores atuais). Assim como no caso da União, esses investimentos não devem impactar o resultado primário dos estados. Pelas regras do programa, explicou Ceron, em troca do valor que os estados poderão investir a mais, serão reduzidos os limites de crédito que os governos estaduais poderão pegar emprestados no sistema financeiro. Dessa forma, o impacto final do programa sobre os cofres estaduais será neutralizado. Todos os anos, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estipula o limite de crédito que os estados e os municípios podem pegar emprestado. A redução dos limites de crédito precisa ser aprovada pelo conselho.

Contas da União

A União, informou Ceron, deixará de receber de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões por ano (em valores atuais) em juros da dívida dos estados. O secretário, no entanto, esclareceu que o impacto sobre os cofres federais não afetará o resultado primário, resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública e usado para apurar o cumprimento das metas fiscais. Segundo Ceron, o dinheiro que o governo federal não receber afetará operações financeiras que impactam a dívida pública líquida (diferença entre o que a União deve e tem a receber), sem ser contabilizado no resultado primário da União. Apenas em alguns casos, em que estados oferecerem à União participação em ações de estatais locais para amortizar a dívida, haverá um impacto residual sobre o resultado primário. Isso porque o governo federal herdará lucros e prejuízos dessas empresas, aumentando ou reduzindo o déficit. Em janeiro, o Tesouro tinha informado que o Propag aumentaria a dívida pública federal em até R$ 105,9 bilhões de 2025 a 2029 no pior cenário, em que os estados não oferecerem ativos à União e não amortizarem os débitos. No melhor cenário, a União arrecadará até R$ 5,5 bilhões no mesmo período, caso os estados transfiram R$ 160 bilhões em ativos à União e amortizem a divida nos primeiros cinco anos.

Vetos

Apesar da insatisfação de diversos governadores, que têm pressionado as bancadas estaduais a votarem pela derrubada dos vetos à lei complementar do Propag, Ceron disse que a equipe econômica não trabalha com essa possibilidade. Segundo ele, o projeto de lei foi amplamente negociado entre a União e o Ministério da Fazenda. Os governadores do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul já fizeram manifestações favoráveis à derrubada dos vetos. Um dos pontos de maior polêmica é a retirada da possibilidade de que os estados usem recursos do futuro Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) para abater débitos com a União. Criado pela reforma tributária, o FNDR combaterá desigualdades regionais. Fonte: Agência Brasil
Wellington Dias explica quem continua no Bolsa Família
As ações do Governo Federal que estão incentivando o emprego e empreendedorismo da parcela mais pobre da população estão sendo fundamentais para o crescimento econômico do Brasil. É o que afirmou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, durante o programa Bom Dia, Ministro desta terça-feira (15/4), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação. Dias também explicou como funcionam as regras que definem quem continua recebendo Bolsa Família após conseguir emprego ou montar um empreendimento, e quem deixa de acessar diretamente essa política pública. O ministro citou o Acredita no Primeiro Passo, programa de microcrédito para integrantes do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que já injetou mais R$ 726 milhões em pequenos negócios pelo Brasil, em um total de mais de 87 mil operações bancárias, e que quase 60% dos novos empregos com carteira assinada criados (253 mil das 431 mil novas vagas) em fevereiro no país foram para integrantes do CadÚnico.

“É a economia dos mais pobres que está alavancando o crescimento no Brasil. São milhões de pessoas que antes não tinham dinheiro nem para comer, agora têm renda de trabalho, têm renda de empreendedor, ganham dinheirinho lá no salão de beleza, ganham dinheiro lá na produção rural, garantindo a condição do nosso país não só sair da pobreza, mas também ter crescimento econômico”, afirmou o ministro

  Dias falou sobre a Regra de Proteção, que fortalece a inclusão produtiva de indivíduos em situação de vulnerabilidade e permite a continuidade no programa, mesmo com aumento de renda, por até dois anos. Ela prevê que famílias que tiverem um aumento da renda mensal acima de R$ 218 por pessoa da família sigam acompanhadas e recebendo benefícios. Para isso, esse aumento de renda não pode ultrapassar meio salário mínimo por indivíduo da família. Os beneficiários que ingressaram na Regra de Proteção passam a receber 50% do valor regular do Bolsa Família, por um período de até 24 meses.

“Quando alguém assina a carteira de trabalho, isso não é motivo por si só para cancelar benefício. Na verdade, o objetivo é alcançar a superação da pobreza. E além disso, tinha um medo, porque quando alcançava uma determinada renda, saía do Bolsa Família e perdia lá na frente o emprego, tinha uma fila do tamanho do mundo (para retornar a receber o benefício). Também alteramos. Agora, quem entra no Cadastro Único, no Bolsa Família, ele só sai para cima, como se diz, só sai através de uma renda de superação da pobreza”.


“Quando perde essa renda, volta automaticamente. Aquela pessoa que trabalha ali um mês, ganha muitas vezes ali um salário mais elevado, primeiro saía só por conta do salário daquele mês. Agora, a gente pega, divide esse salário por 12 meses, nós pegamos a média da renda de 12 meses e, a partir daí, a renda por pessoa da família. Então, essas modificações permitiram que a gente criasse um sistema em que temos hoje 4 milhões de famílias, provavelmente 10 milhões de brasileiros, recebendo o Bolsa Família e recebendo do salário. E temos também os que estão empreendendo. Quando a renda sobe, mas também ali não alcança um per capita, um valor por pessoa da família superior a R$ 706, que é a faixa para sair da pobreza, essa pessoa recebe o salário e mais a metade. São outros 3 milhões que recebem nesse patamar. Então nós estamos falando aqui de 7 milhões de pessoas que, nesse instante, estão trabalhando e recebendo o Bolsa Família”.


“Em 2023 e 2024, foram 16,5 milhões de brasileiros que passaram a trabalhar, e muitos ainda com emprego sazonal, mas muitos saíram da pobreza. Mais de 5 milhões de famílias superaram a pobreza, muitas foram para a classe média, pessoas que, por conta da família ter ali o dinheiro da alimentação, alguma condição, agora com o Pé-de-Meia, passaram a estudar e passam a se formar no nível técnico ou no nível superior. Todo ano, são milhões de brasileiros que vão superando a pobreza. Então, eu digo que é correto, é cientificamente comprovado, que a transferência de renda tira pessoas da fome. Esse é o objetivo”, explicou o ministro


Outra iniciativa citada pelo ministro é o Acredita no Primeiro Passo, que disponibiliza crédito com juros reduzidos em parceria com diversas instituições financeiras, viabilizando oportunidades para pequenos empreendedores e promovendo a inclusão socioeconômica para pessoas inscritas no Cadastro Único, a iniciativa. Pessoas de 16 a 65 anos de idade, com informações atualizadas no CadÚnico, podem participar do programa, sendo priorizada a atenção junto a pessoas com deficiência, mulheres, jovens, negros e integrantes de populações tradicionais e ribeirinhas. “Criamos um Fundo Garantidor Federal, que tem para os grandes e não tinha para os pequenos. Então, passou a ter para os pequenos. E aí, com esse Fundo Garantidor, resolve o problema do avalista, resolve o problema da pessoa que não tem o documento do prédio onde mora e quer botar ali um salão. Tem assistência técnica, tem um estruturador de negócios. Tem ali um apoio. Assistência técnica para superação da pobreza”, disse Wellington Dias.

Bolsa Família

Os pagamentos do abril do Bolsa Família começaram nesta terça-feira. Mais de 20,4 milhões de famílias serão contempladas pelo programa neste mês, com um benefício médio de R$ 668,73. Ao todo, são cerca de 53,8 milhões de pessoas contempladas em todos os municípios do país, com mais de R$ 13,6 bilhões circulando na economia. E 1,1 milhão de famílias que moram 659 municípios de sete estados em situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecido pelo Governo Federal também tiveram o calendário de pagamentos do programa antecipado. A medida tem como objetivo amenizar as dificuldades enfrentadas pela população por conta da estiagem ou enchentes nessas cidades. “É dinheiro na conta. A gente está liberando hoje próximo de R$ 14 bilhões para todo o Brasil, e com um pagamento diferenciado para aqueles estados onde temos municípios em situação de emergência, calamidade, É uma forma de poder as pessoas terem ali um dinheirinho para estes momentos de grande dificuldade”, explicou o ministro. Fonte: Agência Gov
Lula inaugura campus da Federal Fluminense e anuncia investimentos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, na tarde desta segunda-feira (14/4), da inauguração do novo campus da Universidade Federal Fluminense, em Campos dos Goytacazes (UFF Campos), no Rio de Janeiro. A cerimônia contará com a presença do ministro Camilo Santana (Educação) e de outras autoridades. Os recursos do Governo Federal nas novas instalações somam R$ 72,4 milhões.

Durante a solenidade, estão previstos anúncios de novos investimentos para a educação no estado. Entre eles, a publicação de edital de chamada pública para oferta da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O programa vai apoiar cursinhos de todo o Brasil, além de promover o pagamento de R$ 200 mensais a alunos que desejam ingressar no ensino superior pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares.

NOVO CAMPUS — A nova sede da UFF representa uma conquista da comunidade acadêmica local, com a interiorização do ensino e democratização do conhecimento. Localizado em posição estratégica no subdistrito de Guarus, o maior aglomerado urbano do município, o campus é orientado para a inclusão das juventudes da periferia e para a promoção do desenvolvimento social e científico do interior fluminense.

ESTRUTURA — Com mais de 40 salas amplas e modernas, 13 laboratórios, biblioteca, auditório, espaços administrativos, gabinetes de pesquisa e ensino, o campus foi projetado para atender às necessidades de estudantes, pesquisadores e comunidade acadêmica. A nova unidade reúne infraestrutura de ponta e abriga os cursos de graduação em Ciências Econômicas, Ciências Sociais, Geografia, História, Psicologia e Serviço Social, além das licenciaturas nas áreas de Ciências Sociais, Geografia e História.

AVANÇOS – A cerimônia celebra a entrega de um prédio moderno e completo, com o dobro da estrutura anterior. Desde 2016, o campus vinha funcionando em contêineres alugados, dois prédios complementares também alugados e uma unidade própria da universidade. A configuração emergencial, embora tenha garantido a continuidade das atividades, apresentava limitações físicas e pedagógicas e gerou, ao longo dos anos, um custo aproximado de R$ 24 milhões aos cofres públicos.

HISTÓRICO — Em 2009, no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Governo Federal cedeu à UFF o terreno, viabilizado pelo Programa de Apoio aos Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Por meio do programa, foram destinados R$ 31,4 milhões na expansão da educação superior pública. Em 2012, a construção dos prédios do novo campus foi paralisada por falta de recursos. Já em 2020, houve uma retomada de obras após articulação entre o gabinete da reitoria da UFF, a comunidade acadêmica e parlamentares da bancada do Rio de Janeiro. Assim, entre 2020 e 2022, foram destinados R$ 41 milhões à instituição, por emendas parlamentares. Somado aos recursos do Reuni, o investimento total foi de R$ 72,4 milhões.

CURSINHOS POPULARES – Em Campos dos Goytacazes, também será anunciada a publicação de edital de chamada pública para oferta de cursinhos populares, por meio da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP). Serão R$ 99 milhões investidos em todo o país até 2027. O objetivo é preparar estudantes de escolas públicas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ampliando a possibilidade de acesso ao ensino superior. O aumento do acesso ocorre por meio do fortalecimento de cursinhos pré-vestibulares populares e comunitários.

CONTRATAÇÃO – Apenas em 2025, serão investidos R$ 24,8 milhões no programa, beneficiando 5.200 estudantes. Cada um deles receberá um auxílio permanência no valor de R$ 200 mensais, para apoiar os estudos. Além disso, a CPOP prevê um apoio de até R$ 230 mil por cursinho, que abrange auxílio financeiro para a contratação de coordenadores e professores; e apoio para atividades técnicas e administrativas. Também está prevista a formação de gestores e professores voltados ao Enem e a disponibilização gratuita de materiais pedagógicos.

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA – Na agenda do Governo Federal, ainda será assinada ordem de serviço para construção do novo campus do Instituto Federal Fluminense (IFF), em Magé, no valor de R$ 14,1 milhões. Outros R$ 10 milhões estão previstos para aquisição de equipamentos e mobiliário da nova unidade. Já para a ação de consolidação do IFF, com investimento nas unidades existentes, há um investimento previsto pelo Novo PAC de R$ 13,4 milhões, no período que vai de 2023 a 2026. Deste total, já foram repassados R$ 10,5 milhões, contemplando quatro novos restaurantes estudantis, entre outras obras.

COMPROMISSO – A expansão de novos Institutos Federais (IFs) integra o compromisso do Governo Federal de ampliar a oferta de educação profissional em todo o Brasil. Com um investimento total de R$ 2,5 bilhões pelo Novo PAC, a iniciativa prevê a construção de 102 novos campi de IFs e a meta de gerar 142,8 mil novas matrículas, majoritariamente de cursos técnicos integrados ao nível médio. Na ação de consolidação, que visa à melhoria da infraestrutura existente, estão previstos R$ 1,4 bilhão de investimento. Deste montante, mais de R$ 776 milhões já foram empenhados, com a construção de restaurantes estudantis, salas de aula, laboratórios, bibliotecas, quadras poliesportivas e sedes definitivas de unidades.

NOVO PAC – Seis obras do Novo PAC na educação básica serão autorizadas, no valor de R$ 46,5 milhões (três creches e escolas de educação infantil, e três escolas de tempo integral), nos municípios de Comendador Levy Gasparian, Itaperuna, Mendes, Rio das Flores, São Gonçalo e Volta Redonda. Para o estado do Rio de Janeiro, há 61 novas obras do Novo PAC previstas no total, com um investimento de R$ 508,5 milhões, sendo: 31 escolas em tempo integral – 30 delas, creches da educação infantil –, 25 escolas de tempo integral da rede municipal e seis escolas de tempo integral da rede estadual. Em relação à aquisição de ônibus escolares para o Caminho da Escola, há um investimento previsto de R$ 14,4 milhões em 27 veículos. Destes, 11 já foram entregues e outros 16 serão entregues ainda este ano.

SUPERIOR – Para a educação superior, a UFF, que receberá o novo campus nesta segunda-feira, também receberá investimentos de consolidação por meio de sete obras com o Novo PAC, totalizando R$ 37,5 milhões. Em Niterói, serão construídas salas de aula do campus Praia Vermelha, em um investimento de R$ 20 milhões. Em Volta Redonda, haverá obra para moradia estudantil (R$ 5,5 milhões) e salas de aula com restaurante universitário (R$ 4,5 milhões). A cidade de Rio das Ostras receberá salas de aula com restaurante universitário, com investimento de R$ 4,5 milhões. Já os campi Angra dos Reis, Santo Antônio de Pádua e Campos dos Goytacazes receberão investimentos de R$ 1 milhão, cada, para a construção de complexo esportivo e cultural. Os dois últimos serão autorizados ainda no evento.

RETOMADA – O evento em Campos dos Goytacazes também será marcado pela aprovação para retomada de 23 obras paralisadas na educação básica. Serão assinados termos de aprovação das obras, em uma ação que integra o Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação Básica. Das 23 obras, todas elas são da rede municipal e cinco são de Campos dos Goytacazes. As obras estão localizadas em mais 13 municípios: Araruama, Bom Jardim, Cabo Frio, Conceição de Macabu, Italva, Itaperuna, Itatiaia, Porto Real, Rio Bonito, Rio de Janeiro, São José do Vale do Rio Preto, Silva Jardim e Vassouras. O investimento total estimado é de R$ 40,9 milhões.

PARTIU IF – A agenda no Rio de Janeiro ainda vai contemplar vagas do Partiu IF, o Programa Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades para acesso de estudantes da rede pública de ensino à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. No Rio de Janeiro, três instituições já aderiram ao programa: o Instituto Federal do Rio de Janeiro, com 18 turmas e 720 estudantes beneficiados; o Instituto Federal Fluminense, com 13 turmas e 520 estudantes beneficiados; e o Colégio Pedro II, com 14 turmas e 560 estudantes beneficiados, com um total de 1.800 beneficiados no estado. O investimento aplicado na política será de R$ 7,2 milhões.

PROJOVEM – Será autorizada, no ato em Campos dos Goytacazes, a abertura de vagas para o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem). Serão R$ 6,4 milhões investidos, entre valores de custeio e de bolsas de R$ 100 mensais para estudantes. No total, serão 860 beneficiados nos municípios de Magé (campo e urbano), Belford Roxo, Guapimirim e Volta Redonda. O Projovem tem como objetivo garantir a formação básica de jovens entre 18 e 29 anos que não concluíram o ensino fundamental e desejam completar os estudos.

Fonte: Agência Gov

Governo confirma Pedro Lucas como novo ministro das Comunicações
O deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil-MA) será o novo ministro das Comunicações, no lugar de Juscelino Filho, que deixou o cargo O anúncio foi feito pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Gleisi Hoffmann, após a reunião entre Lula e Pedro Lucas, ocorrida no fim da tarde desta quinta-feira (10), no Palácio da Alvorada, residência oficial. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), além do próprio Juscelino Filho, participaram da conversa. Pedro Lucas é o atual líder da bancada do União Brasil na Câmara dos Deputados, e foi a indicação do partido para a pasta.
“O União Brasil apresentou o nome do Pedro Lucas para substituir o ministro Juscelino nas Comunicações. O presidente aceitou e fez um convite também ao líder, para assumir [o cargo]”, informou Gleisi a jornalistas no Alvorada.
Segundo a ministra, a nomeação e posse devem ocorrer após o dia 21 de abril, depois dos feriados de Páscoa e Tiradentes, para que Pedro Lucas acerte detalhes da licença no mandato e a indicação de um novo líder da legenda. O União Brasil possui uma das maiores bancadas na Câmara, com 59 deputados. A indicação de Pedro Lucas já havia sido sinalizada ainda nesta quarta-feira (9) pelo presidente Lula, durante viagem a Honduras. Na ocasião, ele ressaltou que não está trabalhando com novas substituições na equipe no momento, e que decidirá quando e como elas deverão ocorrer. O agora ex-ministro Juscelino Filho pediu desligamento da função no dia anterior, após ter sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por supostos desvios em emendas parlamentares quando era deputado federal. Fonte: Agência Brasil
Ministro destaca forte atuação de Ruy em defesa dos vulneráveis
O compromisso com a população em situação de vulnerabilidade e o fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) estiveram entre os principais temas de uma agenda de trabalho do deputado Federal Ruy Carneiro com o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. Durante o encontro, o ministro destacou a atuação do parlamentar a frente da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados. “Uma importante agenda de trabalho hoje com o presidente da Comissão da Assistência Social na Câmara dos Deputados, onde ele tem ali um compromisso extraordinário com as pessoas em situação de vulnerabilidade da Paraíba, mas também de todo o Brasil”, afirmou Wellington. A defesa dos mais necessitados e o alinhamento de esforços para ampliar a rede de assistência social brasileira, deve passar especialmente pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento, detalhou o ministro. “Acertamos um caminho para trabalharmos de forma integrada, respeitando a independência do parlamento e fortalecendo o SUAS, cada CRAS, cada CREAS, a parte de alimentação, de oportunidades para superação da pobreza. Esse caminho, pode acreditar, vai dar resultado”. O avanço dos diálogos devem ser revertido em ações práticas voltadas para a população vulnerável da Paraíba e do Brasil, pontuou Ruy. “Estamos unindo forças por quem mais precisa: crianças com microcefalia, beneficiários do BPC, famílias que vivem do Bolsa Família, pessoas que dependem da mão protetora do Estado. Esse é o nosso compromisso”. O parlamentar adiantou que levará ao presidente Lula uma comitiva para tratar da ampliação da rede SUAS no PAC e celebrou a presença do ministro da Paraíba ainda no mês de abril. “As pessoas em vulnerabilidade são as que mais recebem atenção do meu mandato. Vamos lutar para ampliar a rede SUAS no PAC e levar uma comitiva ao presidente para tratar desse tem. Também estou feliz em saber que o ministro vai a Paraíba agora no dia 28, em parceria com o TCE-PB, para tratar da primeira infância, que é um tema importantíssimo”, concluiu. A agenda marca um passo importante na articulação entre o Congresso e Federal em torno de políticas públicas que impactam diretamente as camadas mais frágeis da população, com foco em proteção social, dignidade e superação da pobreza.
Haddad: Fazenda ainda não estuda ampliação de isenção de conta de luz
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o ministério ainda não tem estudos para ampliar a isenção na conta de luz para 60 milhões de brasileiros. Em evento no Rio de Janeiro, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, mencionou que a pasta trabalha em um projeto de lei para isentar a população que consome até 80 quilowatts-hora (kWh) por mês.
“Na Fazenda, aqui, com certeza não têm [estudos sobre o tema], mas o Rui [Costa] me confirmou que não está tramitando nenhum projeto na Casa Civil nesse sentido, o que não impede, evidentemente, o ministério de estudar o que quer que seja. Mas, nesse momento, não há nada tramitando. Eu desconheço o assunto, e pelo que eu entendi da conversa com o ministro Rui Costa, não há nada que tenha chegado lá”, afirmou Haddad.
Atualmente, cerca de 40 milhões de brasileiros de menor renda têm desconto na conta de luz. Caso o aumento da isenção na conta de luz se concretize, o total de beneficiados pela tarifa social subiria 50%, incluindo os descontos parciais. Hoje, a isenção completa do pagamento em caso de consumo de até 50 kWh vale para indígenas e quilombolas. Os idosos com Benefício de Prestação Continuada (BPC) e as famílias do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) têm direito a descontos escalonados de até 65%, caso o consumo seja inferior a 220kWh. Em evento no Rio de Janeiro no fim da manhã, Alexandre Silveira 
anunciou a intenção de ampliar a isenção na conta de luz como parte do projeto de lei da reforma do setor elétricoEle não explicou sobre o que será feito em relação aos descontos escalonados que hoje são aplicados para consumos até 220 kWh. Segundo ele, a ideia é subsidiar a política através da correção de “distorções internas do setor”. Fonte: Agência Brasil
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