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Deputada Célia Xakriabá denuncia violência policial durante marcha
A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) protocolou nesta sexta-feira (11) uma representação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o Governo do Distrito Federal e órgãos de Segurança Pública . A parlamentar denuncia que houve atos de violência policial durante manifestação indígena de integrantes do Acampamento Terra Livre (ATL) em frente ao Congresso Nacional, na noite de ontem, e que foi agredida. O ATL reúne em Brasília mais de sete mil indígenas de todas as regiões do país. Nesta quinta-feira (10), os ativistas fizeram uma marcha programada pelo acampamento intitulada A Resposta Somos Nós, em direção ao Congresso Nacional, contra a Lei 14.701, a Lei do Marco Temporal para a demarcação de terras indígenas e a Câmara de Conciliação do STF. Nas proximidades do Congresso, a marcha foi reprimida pela polícia. A deputada relata que a ação contra a manifestação pacífica dos indígenas foi desproporcional. Célia conta que foi atingida por gás de pimenta e gás lacrimogêneo lançados por integrantes da Polícia Legislativa do Congresso Nacional e da Polícia Militar do Distrito Federal (DF). Além de ter sido atingida por gás lacrimogêneo, Célia diz que foi impedida pelos agentes de segurança de acessar o Congresso Nacional, mesmo após se identificar como parlamentar. Entre os crimes alegados na representação estão racismo, por impedir o acesso da parlamentar indígena ao Congresso; violência política e de gênero, por ataques direcionados a uma mulher indígena no exercício do mandato; lesão corporal, pelos ferimentos causados; e omissão de socorro, já que o Corpo de Bombeiros teria negado atendimento imediato a indígenas feridos.
“Não é apenas sobre mim. É sobre o que significa, para o Estado, ver uma mulher indígena exercendo seu mandato ao lado de seu povo. E é sobre como esse mesmo Estado reage quando a democracia é vivida do nosso jeito: com reza, canto e resistência”, afirmou Célia, em entrevista à imprensa nesta sexta-feira.
O documento cita ainda uma reunião prévia da Secretaria de Segurança Pública do DF onde um participante identificado como “iPhoneDeca” teria dito “Deixa descer logo… Deixa descer e mete o cacete se fizer bagunça”. A gravação foi anexada ao processo como prova de incitação à violência. Na representação, Célia pede ao STF a investigação e punição dos responsáveis, além do acesso às gravações das operações policiais e um pedido público de desculpas do GDF.

Apoio

A ação policial repercutiu entre parlamentares, integrantes do governo e lideranças indígenas. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, se manifestou em uma rede social e disse repudiar o episódio de violência.
“O ATL é a maior mobilização indígena do mundo, e acontece em Brasília justamente para mostrar a todas as esferas de poder a mensagem dos povos indígenas. Meu repúdio total à inaceitável violência que vimos hoje no Congresso. Os povos indígenas merecem respeito!”, escreveu.
A deputada federal e ex-ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário (PT-RS), também se solidarizou com Célia Xacriabá e os manifestantes. “A marcha dos povos indígenas sofreu grave repressão hj em Brasília. Nada justifica as cenas ao redor da Câmara dos Deputados. Nesta semana, o Acampamento Terra Livre foi homenageado no Plenário. Toda solidariedade à Deputada @celiaxakriaba e a todas as pessoas atingidas”, disse.
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) criticou a ação policial, afirmando que o acesso ao Congresso Nacional virou armadilha para deixar indígenas expostos à violência das bombas Em nota, o Cimi disse que a manifestação ocorre num momento em que a vida dos povos indígenas está sendo ameaçada e agredida diariamente em seus territórios.
“Os povos receberam mais uma vez a resposta da repressão e das bombas de gás lacrimogêneo. Várias pessoas ficaram desacordadas ou com falta de ar e precisaram de atendimento médico. O acesso à Alameda dos Estados, que não tinha sido impedido em um primeiro momento, tornou-se uma espécie de armadilha para ficarem expostos à violência das bombas”, diz a nota.
O Conselho apontou que houve uso desnecessário e desmedido de substâncias químicas e da força policial e cobrou a a responsabilização dos autores.
“Manifestamos nossa solidariedade com os povos indígenas do Brasil, com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e com a deputada federal Célia Xakriabá, que também foi alvo da violência. Reafirmamos nosso compromisso com os povos originários, em sua legítima luta pela vida e por seus direitos fundamentais, contribuição imprescindível para a defesa da democracia em nosso país”, diz o Cimi.
Correligionárias de Célia Xacriabá, as deputadas Talíria Petroni (PSOL-RJ) e Erika Hilton (PSOL-SP) também criticaram a ação policial e cobraram providências dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
“Como disse Celia, ser mulher indígena no Parlamento é resistir diariamente ao apagamento e à violência. Reprimir povos originários e suas lideranças é atacar a democracia! Todo nosso repúdio!”, escreveu Talíria
“Essa agressão pela própria Polícia do Congresso contra uma parlamentar e contra os povos indígenas reivindicando seus direitos não passará impune. E exigimos respostas de Davi Alcolumbre, Presidente do Senado, e Hugo Motta, Presidente da Câmara”, criticou Erika Hilton.

Congresso

A assessoria da Câmara disse, por meio de nota, que os indígenas romperam a linha de defesa da PM-DF, derrubaram os gradis, invadindo o gramado do Congresso.
“As Polícias Legislativas Federais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal usaram agentes químicos para conter a invasão e impedir a entrada no Palácio do Congresso”, diz a nota.
Já a assessoria do Senado disse que a dissuasão foi realizada exclusivamente por meios não letais e que “a ordem foi restabelecida”. “A Presidência do Congresso Nacional reforça seu respeito aos povos originários e a toda e qualquer forma de manifestação pacífica. No entanto, é indispensável que seja respeitada a sede do Congresso Nacional e assegurada a segurança dos servidores, visitantes e parlamentares”, diz a nota.
Girão denuncia conflito de interesses entre CBF e instituto ligado a Gilmar Mendes
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento no Plenário nesta quinta-feira (10), cobrou a apuração das denúncias envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, reveladas em reportagem da revista Piauí. O parlamentar destacou a gravidade das acusações e afirmou que o controle interno da confederação impede qualquer alternância de poder, prejudicando a transparência e a gestão do futebol brasileiro. — É humanamente impossível ter alternância de poder dentro da CBF. A última vez que o Brasil foi campeão do mundo foi em 2002. Desde então, o que vemos é uma sucessão de privilégios, mordomias e escândalos. Tudo isso afeta o desempenho dentro de campo e compromete a imagem do país. Girão ainda criticou a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou o afastamento do presidente, determinado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). O senador alegou um possível conflito de interesses em função da existência de contrato, segundo ele, firmado entre a CBF e o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), fundado por Gilmar Mendes. — Em abril, o ministro concedeu uma liminar que anulou a decisão da Justiça do Rio e reconduziu Ednaldo à presidência. Pouco tempo depois, a CBF firmou uma generosa parceria com o IDP. Isso precisa ser investigado. É gravíssimo o conflito de interesses. O ministro deveria ter se declarado impedido — declarou. O parlamentar informou que apresentou um requerimento para convocar Ednaldo Rodrigues na Comissão de Esporte (CEsp), além de ter enviado ofício à CBF com pedido de esclarecimentos. Girão também manifestou solidariedade a jornalistas afastados da ESPN após repercutirem as denúncias da revista Piauí. Fonte: Agência Senado
Com Dr Francisco, municípios recebem tratores e implementos
Os municípios de São José do Peixe, Ribeira e São Francisco do Piauí receberam hoje (11), em Teresina, tratores e grades aradoras para reforçar a agricultura familiar. A entrega simbólica feita pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) foi viabilizada com emenda parlamentar do deputado federal Dr. Francisco (PT/PI). Os recursos destinados pelo parlamentar incluem outros 16 tratores modernos com implementos que serão recebidos por prefeituras e associações de pequenos agricultores, posteriormente. Os equipamentos distribuídos hoje somam um investimento de R$ 434.562,15 e contribuem para fortalecer e garantir sustentabilidade à agricultura familiar, uma das prioridades do mandato do deputado. “Estas entregas marcam o esforço que temos feito no sentido de mecanizar, modernizar e apoiar o trabalho rural, contribuindo para aumentar as áreas de plantio, possibilitando maior quantidade e qualidade da produção, gerando mais renda e qualidade de vida para as famílias que vivem no campo”, disse o deputado. Foto: Prefeito Celso Antonio, prefeito Fabiano Araújo, deputado Dr. Francisco e prefeito Antonio Neto Participaram do evento o deputado Dr Francisco, o gerente regional da Codevasf no Piauí, Ocelo Campos; os prefeitos Antonio Neto, de Ribeira do Piauí; Fabiano Araújo, de São Francisco do Piauí; Celso Antonio, de São José do Peixe. Fonte: Ascom Dep Fed Dr. Francisco
Ruy anuncia audiência com Ministro da Saúde por apoio a pessoas com autismo
A luta do deputado federal Ruy Carneiro em defesa das pessoas com transtorno do espectro autista receberá um importante reforço no próximo dia 23 de abril. O parlamentar anunciou que nessa data, terá uma audiência com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para buscar incluir materiais essenciais para pessoas com TEA no rol de itens oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. Segundo Ruy, a iniciativa é uma das ações do seu mandato em alusão ao Abril Azul, mês de conscientização sobre o autismo. Entre os materiais pleiteados estão os abafadores auditivos, o colete sensorial e a pasta de comunicação alternativa. “Estamos no mês de conscientização sobre o transtorno do espectro autista e teremos uma audiência com o ministro Padilha no dia 23. Vamos lutar para incluir no rol do SUS a pasta de comunicação alternativa, o colete sensorial e os abafadores auditivos. Isso tem grande representatividade para pessoas com TEA e seus familiares, mas não tem um custo tão alto”, declarou o deputado. A proposta faz parte do Projeto de Lei 4675/2023, de autoria do próprio Ruy, que visa ampliar a Política Nacional de Proteção da Pessoa com TEA. Os itens citados são utilizados com efetividade em tratamentos particulares e podem transformar a qualidade de vida de milhares de brasileiros. “Nós vamos mostrar ao ministro que o custo não é alto e que é importante o Ministério ter essa iniciativa. O impacto disso é muito positivo. Atualmente, de acordo com estimativas internacionais, a cada 36 crianças que nascem no mundo uma é diagnosticada com o autismo. Isso reforça a urgência de políticas públicas eficazes para esse público”, enfatizou. Para Ruy, a inclusão dos materiais no SUS é uma medida viável e essencial. O objetivo é garantir que o poder público ofereça os materiais de forma gratuita como parte das ações de assistência a pessoas com deficiência. A iniciativa é semelhante ao que já ocorre em relação a órteses, próteses, medicamentos e outros insumos. “Na prática, isso vai beneficiar os pacientes que ouvem 10 ou 20 vezes mais alto do que nós, ou aquelas pessoas que sentem o impacto do toque muito mais forte do que o normal. E ainda há os casos mais severos, que não conseguem se comunicar verbalmente. Com a pasta de comunicação, essas pessoas podem dizer que querem ir ao banheiro, que estão com fome, entre outras necessidades”, detalhou. A iniciativa reforça o compromisso do deputado com a inclusão social e com o fortalecimento das políticas públicas voltadas para as pessoas com deficiência e com autismo no Brasil. Fonte: Ascom Dep Fed Ruy Carneiro
Maioria do STF mantém indenização de Eduardo Bolsonaro a jornalista
A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou por manter a decisão judicial que condenou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a pagar indenização de R$ 35 mil por danos morais à jornalista Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de S. Paulo. Em maio de 2020 ela foi alvo de ataques de cunho sexual por parte do parlamentar. Numa transmissão ao vivo pela internet, Eduardo afirmou que a jornalista tentava “fazer insinuação sexual” a fontes para conseguir informações negativas sobre seu pai, o então presidente Jair Bolsonaro, entre outras ofensas ao trabalho da repórter. Prevalece o voto do ministro-relator Luís Roberto Barroso. Sem entrar no mérito do caso, ele negou prosseguimento a um recurso de Eduardo, por entender que não foram atendidos os requisitos necessários para o apelo ser aceito no Supremo, como a indicação de alguma violação à Constituição.
“Com efeito, para divergir da conclusão do Tribunal de origem acerca da configuração de ato ilícito no caso concreto seria necessário um novo exame dos fatos e das provas constantes dos autos, providência inviável nesta fase processual”, escreveu Barroso.
Brasília, (DF) – 01/02/2024 - O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2024, participa da cerimônia o presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.
Presidente do STF, Luís Roberto Barroso, relator do caso, negou prosseguimento a um recurso de Eduardo Bolsonaro. Foto-arquivo: Valter Campanato/Agência Brasil
O caso é julgado no plenário virtual, em que os ministros receberam uma semana para votar. A sessão encerra-se às 23h59 desta sexta-feira (11). Até lá, é possível a alteração de voto, ou que o julgamento seja interrompido por pedido de vista (mais tempo de análise) ou destaque (remessa ao plenário físico). Até o momento, seguiram o relator os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Flávio Dino, formando a maioria. Divergiram os ministros Kássio Nunes Marques e André Mendonça, que aplicaram ao caso a imunidade parlamentar prevista no Artigo 53 da Constituição, que protege os congressistas de serem processados por suas declarações.
Para Marques e Mendonça, as declarações de Eduardo Bolsonaro tiveram relação com sua atividade parlamentar e foram voltadas a “propagar a seu eleitorado opiniões e discurso sobre questão investigada pelo Congresso Nacional”, motivo pelo qual não poderia ser alvo de punição.
Mendonça frisou que, a seu ver, as falas foram proferidas “em defesa da idoneidade de político cuja reputação tem potencial considerável de atingir sua própria carreira pública e em resposta a jornalista em razão de matéria publicada em contexto eleitoral”. O ministro ressaltou ainda que as declarações foram “rebatidas pela recorrida em matérias jornalísticas e em rede social, em clara disputa de narrativas acerca de questões relevantes para o grupo político do recorrente”.

Entenda

Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, ao deixar o gabinete de transição no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.
Eduardo Bolsonaro foi condenado em duas instâncias pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Foto-arquivo: Valter Campanato/Agência Brasil
Hoje licenciado do cargo e morando nos Estados Unidos, alegando sofrer perseguição do Judiciário, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi condenado em duas instâncias pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que afastou a hipótese de imunidade parlamentar no caso e estipulou indenização de R$ 35 mil à jornalista.
“De fato, os fatos atribuídos à autora [Patrícia Campos Mello] são desabonadores sérios que ofendem a reputação pessoal e profissional, violando direito da personalidade”, diz o acórdão (decisão colegiada) sobre o caso. Com a decisão do Supremo, o caso deve transitar em julgado, quando esgotam-se as possibilidades de recurso e a pena pode ser aplicada.
A jornalista Patrícia Campos Mello se tornou alvo da família Bolsonaro e de seus apoiadores após ter publicado uma série de reportagens, em meio à corrida presidencial de 2018, sobre indícios de disparos em massa de mensagens no aplicativo WhatsApp em favor do então candidato Jair Bolsonaro. À época, a conduta já era vedada pela Justiça Eleitoral. As reportagens levaram à abertura de uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije), mas o caso acabou arquivado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em outubro de 2021. Por unanimidade, os ministros entenderam não haver provas de que os disparos existiram ou de que, se existiram, tiveram impacto significativo sobre o pleito. O caso foi investigado também pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, instalada em 2019 e encerrada em 2023 sem relatório final. No início de 2020, uma testemunha convocada por aliados de Bolsonaro disse ter sido seduzida pela jornalista da Folha para que entregasse informações sobre os disparos em massa, dando origem aos ataques de cunho sexual sofridos pela profissional. À Justiça, a defesa de Eduardo Bolsonaro alegou que o parlamentar apenas replicou que foi dito por essa testemunha, além de suas falas estarem protegidas pela imunidade parlamentar. No recurso ao Supremo, os advogados alegaram que, ao condená-lo, a justiça paulista violou a proteção constitucional garantida aos parlamentares.
>>Alcolumbre anuncia instalação da CPMI das Fake News Na ocasião, os ataques contra a jornalista foram feitos numa entrevista veiculada no canal do YouTube do deputado e replicado em seu perfil verificado na antiga rede social Twitter (atual X). Além de Eduardo Bolsonaro, a jornalista ganhou processos por calúnia contra Hans River, testemunha que primeira a atacou na CPMI, e o ex-presidente Jair Bolsonaro, que também fez insinuações sexuais a respeito do trabalho da jornalista quando ainda ocupava a Presidência da República. Fonte: Agência Brasil
Janones Lei Maria da Penha
Janones é Denunciado sob Lei Maria da Penha pela Prefeita.
Na última semana, a prefeita de Ituiutaba, Leandra Guedes, fez uma denúncia contra o deputado federal André Janones com base na Lei Maria da Penha. De acordo com informações divulgadas, os dois mantiveram um relacionamento entre 2014 e 2018, antes da eleição da prefeita em 2020. Leandra Guedes foi eleita para o cargo em 2020 e reeleita em 2024, com uma porcentagem significativa de votos na cidade do Triângulo Mineiro. O relacionamento entre a prefeita e o deputado não era apenas pessoal, mas também político, visto que os dois eram aliados na região e apareceram juntos em diversas publicações celebrando ações e conquistas para Ituiutaba. O caso está sendo tratado em segredo de Justiça, o que limita a divulgação de detalhes sobre as acusações feitas pela prefeita. No entanto, foi concedida uma medida protetiva que impede o deputado de manter contato com a denunciante ou qualquer familiar, de se aproximar a menos de 300 metros e de divulgar conteúdos íntimos. A denúncia feita com base na Lei Maria da Penha é um tema sensível e importante, que reforça a importância da proteção e garantia dos direitos das mulheres em casos de violência doméstica e de gênero. A repercussão do caso levantou debates sobre relacionamentos abusivos e a necessidade de conscientização e combate a esse tipo de violência. Enquanto o caso segue em andamento, a prefeita Leandra Guedes e o deputado André Janones terão que lidar com as consequências legais e públicas de suas relações passadas. A sociedade e a Justiça aguardam desdobramentos e esperam que a justiça seja feita, garantindo a proteção e a segurança da denunciante e de todas as mulheres que enfrentam situações semelhantes. Saiba mais: www.em.com.br
PL da Anistia
PL da Anistia: Urgência Aprovada com 257 Assinaturas

O pedido de urgência para que o projeto de lei da anistia aos acusados do 8 de Janeiro tramite sob regime de urgência na Câmara dos Deputados atingiu a marca de 257 assinaturas. Com o apoio da maioria absoluta de parlamentares, a iniciativa reuniu nomes da oposição e da base aliada do governo.

Entre os signatários estão representantes de partidos como o Partido Liberal, União Brasil, Partido Progressistas, Republicanos, entre outros. A proposta de anistia aos envolvidos na depredação às sedes dos Três Poderes é defendida especialmente pelo Partido Liberal, embora nem todos os membros da sigla tenham assinado o requerimento de urgência.

A liderança do Partido Liberal deve protocolar o pedido de urgência, que ainda precisa ser pautado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e referendado pelo Plenário. Mesmo com a maioria de apoio, a decisão de pautar a matéria ainda depende de Motta.

O partido vinha pressionando Motta desde o fim de março para dar andamento ao projeto. Após anunciar a suspensão da obstrução nas sessões, a bancada passou a pressionar os deputados a assinarem o requerimento de urgência como estratégia para garantir apoio.

A expectativa agora é de que o pedido seja protagonizado pela liderança do Partido Liberal e que seja pautado para tramitar sob regime de urgência na Câmara dos Deputados. Ainda assim, a decisão final cabe ao presidente da Casa, que terá o desafio de lidar com as pressões e expectativas em torno do tema.

Saiba mais:
www.metropoles.com
Nikolas ironiza greve de fome de Glauber Braga e rebate fala de Sâmia Bonfim sobre “perseguição” política

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) respondeu com ironia, nesta quinta-feira (10), às declarações da deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP) sobre o processo de cassação do colega de partido Glauber Braga (PSOL-RJ). Em uma publicação no X (antigo Twitter), Nikolas reagiu à acusação de que a cassação seria uma “perseguição” para desviar o foco dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. “Eu já voto no Bolsonaro, não precisa me convencer. E a greve de fome, tá firme?”, escreveu.

Sâmia havia criticado o Conselho de Ética da Câmara pela aprovação do pedido de cassação de Glauber, afirmando que parlamentares bolsonaristas estariam tentando desviar a atenção dos processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe de Estado. Segundo ela, Nikolas participou da reunião do Conselho em chamada de vídeo com Bolsonaro.

A resposta do parlamentar mineiro faz alusão ao protesto iniciado por Glauber, que anunciou greve de fome e decidiu dormir no chão do plenário da Câmara até que o plenário da Casa julgue o processo. A cassação ainda precisa ser confirmada por pelo menos 257 deputados em votação final.

O processo contra Glauber Braga foi aprovado por 13 votos a 5 no Conselho de Ética. Ele é acusado de agredir, em abril de 2024, o youtuber Gabriel Costenaro, do Movimento Brasil Livre (MBL). Glauber nega que tenha havido agressão e alega perseguição política articulada por Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara.

Fonte: Poder 360
Comissão aprova projeto que cria cadastro de condenados por violência contra idosos
A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou proposta que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra Pessoas Idosas (CNVI). O cadastro reunirá nome completo, RG, CPF, filiação, biometria (foto e digitais), endereço e o tipo de crime cometido contra a pessoa idosa. O sistema de gestão do CNVI será coordenado pelo governo federal e deverá permitir a comunicação e o compartilhamento de informações entre os setores de segurança pública federal e estadual. A lista de crimes que constarão no cadastro inclui homicídio, lesão corporal, estupro, violação sexual mediante fraude, importunação sexual, assédio sexual, registro não autorizado de intimidade sexual e estupro de vulnerável. O relator na comissão, deputado Luiz Couto (PT-PB), reuniu dispositivos previstos no Projeto de Lei (PL) 2217/24, do deputado Ossesio Silva (Republicanos-PE), e no apensado PL 2367/24, do deputado Pedro Aihara (PRD-MG). “O CNVI surge como um importante mecanismo de alerta, controle e prevenção, visando proteger as pessoas idosas e reduzir os índices de violência”, avalia Couto. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 15,7% das pessoas idosas em todo o mundo já foram vítimas de algum tipo de violência: física, psicológica, financeira ou por negligência. Esse percentual equivale a aproximadamente 1 em cada 6. No Brasil, esses crimes são frequentemente cometidos por familiares ou pessoas próximas. Próximas etapas A proposta será agora analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. Fonte: Agência Câmara de Notícias
Lula vai sancionar Orçamento de 2025 com possíveis vetos nos próximos dias
A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 será sancionada nos próximos dias pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com possíveis vetos, afirmaram à imprensa na quarta-feira (9) o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Gustavo Guimarães, e o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE). O governo federal tem até o dia 15 de abril para sancionar o texto, mesma data-limite para entrega ao Congresso do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026. O projeto da LOA 2025 (PLN 26/2024) foi aprovado pelo Congresso em 20 de março, após atraso de três meses devido a negociações políticas. O texto que Lula vai sancionar é o chamado Autógrafo do Orçamento, que é o texto final, exato e consolidado do que foi aprovado por senadores e deputados federais. São esperados alguns vetos. Nesta semana, a Consultoria de Orçamento da Câmara divulgou o Raio X do Autógrafo do Orçamento 2025, um resumão em quatro páginas do texto aprovado no Congresso. O documento apresenta em gráficos e tabelas as principais despesas previstas. Confira algumas delas:
Previdência Social R$ 1,02 trilhão
Transferências para estados, DF e municípios R$ 555,6 bilhões
Pagamento de pessoal R$ 443,1 bilhões
Investimentos (incluindo estatais federais) R$ 246,9 bilhões
Despesas discricionárias R$ 233,6 bilhões
Bolsa Família R$ 158,6 bilhões
BPC R$ 113,6 bilhões
Emendas parlamentares R$ 59,5 bilhões
Seguro Desemprego R$ 57,1 bilhões
Abono Salarial R$ 30,9 bilhões
Minha Casa Minha Vida R$ 30 bilhões
FNDCT R$ 17,6 bilhões
Auxílio Gás R$ 3,6 bilhões
Fundo Partidário R$ 1,3 bilhão

CMO 2025

A nova composição da Comissão Mista de Orçamento (CMO) para 2025/26 foi instalada, com o senador Efraim Filho (União-PB) na presidência. O colegiado vai analisar durante este ano primeiro a LDO para 2026 e, depois, a LOA de 2026, que terá o deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL) como relator. Com Agência Câmara Fonte: Agência Senado
Lideranças indígenas cobram do Congresso respeito aos seus direitos
Lideranças indígenas participantes de um seminário promovido pela Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados afirmaram que o Congresso Nacional age de forma a retroagir nas suas conquistas, especialmente com a aprovação da Lei do Marco Temporal, que estabelece que os povos indígenas só podem reivindicar terras que ocupavam ou disputavam em 5 de outubro de 1988, data de promulgação da Constituição. O chefe de Participação Social e Diversidade do Ministério dos Povos Indígenas, Jecinaldo Sateré, considerou uma vergonha a aprovação da lei. Para ele, foi como voltar ao tempo de violações. A lei, disse, impede novos avanços na gestão de territórios. Os participantes do seminário reclamaram ainda da violência, da mineração em seus territórios e da falta de demarcação de terras indígenas no País. Para Agnaldo Pataxó, representante da Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), é preciso mudar a estratégia de luta no Congresso, porque não dá para todo ano falar a mesma coisa. “Deputados e senadores que apoiam a causa indígena de verdade devem fazer reunião com o presidente da República. Ele precisa saber que os povos estão morrendo dentro dos territórios. Alguém precisa dizer a Lula, alguém que foi eleito por nós”, sugeriu Agnaldo Pataxó. “Não dá para ter nosso território tomado por tráfico, por organizações, por grileiros, assassinos, fazendeiros.”
Elio Rizzo / Cãmara dos Deputados
Audiência Pública - Impactos do setor de energias em terras indígenas. Dep. Célia Xakriabá (PSOL - MG)
Célia Xakriabá defendeu aprovação da Política Nacional de Gestão Territorial de Terras Indígenas
Desafio A deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) disse que foi eleita para defender os povos indígenas, sem temer ameaças e intimidações. “Estamos aqui. É um desafio, mas fazemos com alegria. Agora estamos articulando para aprovar a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas [PL 4347/21], da qual eu sou relatora”, destacou. Também a deputada Juliana Cardoso (PT-SP) admitiu ser difícil a atuação como parlamentar indígena. Ela ressaltou, por outro lado, que os povos indígenas estão “enraizados aqui desde antes de o Congresso ter todas essas paredes”. Presidente da Comissão da Amazônia, a deputada Dandara (PT-MG) pediu união para pôr fim ao racismo, avançar nas demarcações e construir direitos de saúde, de educação, de cultura e de lazer, entre outros. Demarcações Do lado do governo, a antropóloga Janete Carvalho, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), e a coordenadora de Demarcação de Terras Indígenas do Ministério da Justiça, Estella Libardi, destacaram que a gestão atual tem avançado nos processos de demarcações. Janete Carvalho disse que as terras indígenas são um direito originário que vem sendo alvo de ataque por iniciativas anti-indígenas. “Em 2023, a Funai retomou todos os processos de regularização fundiária e demarcação que haviam sido paralisados no governo anterior”, comentou. “Estamos ainda devendo processos de regularização fundiária. Existem muitos ainda que não conseguimos iniciar ou finalizar.” Desde 2023, 13 terras indígenas foram homologadas, o que já é uma das etapas finais do processo que garante a posse exclusiva da terra aos indígenas. “É um marco. Essa retomada aconteceu nesse cenário muito adverso de mudanças”, observou Estella Libardi. As representantes do governo disseram ainda que a demarcação é importante não apenas para os povos originários, mas que cumprem um papel no enfrentamento da crise climática. O seminário sobre direitos dos povos indígenas fez parte das comemorações do Abril Indígena, mês marcado por atividades que celebram a cultura, a história e os direitos desses povos. Fonte: Agência Câmara de Notícias
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