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Larisse Lopes

Brasil elege menor número de partidos em 16 anos

Em 2024, o Brasil registrou o menor número de partidos representados nas eleições municipais em 16 anos. Os quase 63 mil vereadores e prefeitos eleitos para o mandato 2025-2028 pertencem a 25 partidos, uma redução em relação aos 29 de 2020 e aos 33 de 2016, conforme levantamento realizado pelo g1 com dados atualizados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

A diminuição é atribuída à extinção de seis partidos nos últimos quatro anos: o DEM e o PSL se fundiram no União Brasil, o Patriota e o PTB no PRD, o Pros foi incorporado ao Solidariedade e o PSC ao Podemos. Essas mudanças foram impulsionadas por reformas eleitorais que visam reduzir o número de siglas no país, com destaque para o fim das coligações partidárias para as eleições proporcionais, que entrou em vigor em 2020. Até então, os partidos podiam se unir para disputar cargos, o que ajudava siglas menores a manter sua representatividade.

Segundo o professor de Ciência Política Fernando Meireles, o fim das coligações tem forçado partidos menores a se adaptarem ou desaparecerem. Muitos desses partidos não conseguiram se fortalecer com as fusões e apresentaram queda no número de eleitos em 2024. A redução mais expressiva foi do Cidadania, que caiu 73% após se federar com o PSDB, também em queda. O PCdoB e o PV, que se uniram ao PT, também perderam representatividade.

A tendência é que essa redução continue, especialmente nas eleições estaduais e nacionais de 2026, impactando diretamente o cenário político nas eleições municipais subsequentes, já que o tamanho do Fundo Partidário e o tempo de TV são definidos pelo número de deputados eleitos.

A reforma eleitoral, ao restringir as possibilidades de alianças, tem transformado o cenário político do Brasil, com um cenário partidário cada vez mais enxuto.

Com informações do G1

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