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Larisse Lopes

“Caminho ainda é longo para uma federação entre Progressistas e União Brasil”, diz Mário Negromonte

Em entrevista exclusiva ao portal Política por dentro, o Deputado Federal e Presidente do Progressistas na Bahia, Mário Negromonte Júnior, abordou a possibilidade de uma federação entre o Progressistas e o União Brasil, discutindo os desafios e as dinâmicas envolvidas em uma possível aliança. A conversa, que já dura quase dois anos, reflete as complexidades da política brasileira, marcada por disputas regionais e interesses divergentes.

A federação entre os dois partidos tem sido tema de discussões constantes, mas ainda não se concretizou. Para Negromonte Júnior, o processo de negociação está longe de chegar a um consenso definitivo. “É uma discussão que já dura quase dois anos e, até agora, não houve desfecho algum. As conversas existem, mas os problemas também. Não é fácil você equalizar problemas regionais e estaduais, que envolvem disputas políticas locais”, afirmou.

O Deputado destaca que, além do União Brasil, o Partido Progressistas também mantém diálogos com o Republicanos, que recentemente divulgou uma nota afirmando que já teria tomado uma decisão sobre a questão. No entanto, Negromonte acredita que é preciso mais tempo e esforço para se chegar a um acordo satisfatório. “O caminho ainda é longo. Se vai acontecer, isso só Deus sabe”, disse.

Quando questionado sobre os principais entraves para a federação, Mário Negromonte trouxe exemplos de disputas estaduais que dificultam a união entre os partidos. “Você pode pegar casos em diversos estados. Por exemplo, como ficaria a situação em Pernambuco? O Progressistas, liderado por Duda Fonte, apoia a governadora Raquel Lyra, enquanto o União Brasil está com a família Coelho, especialmente com Miguel Coelho, que busca espaço na chapa majoritária para o governo”, explicou.

O caso de Pernambuco é apenas um dos muitos exemplos de como as disputas regionais podem ser um obstáculo para a formação de uma aliança nacional.

Ao final, Mário Negromonte Júnior deixou claro que, embora o ambiente de conversas ainda esteja em aberto, a concretização de uma federação entre Progressistas e União Brasil depende de superação de muitos desafios. “São questões que exigem muito diálogo, e é assim que estamos conduzindo as conversas. Contudo, como em toda política, há escutas, negociações e, acima de tudo, uma busca por consensos”, concluiu o deputado.

Com esse cenário em mente, resta aguardar para ver qual será o futuro dessa possível federação e como os partidos conseguirão administrar suas disputas regionais para formar uma aliança sólida nas próximas eleições.

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