Cerca de 20 ministros devem deixar o governo Lula para disputar eleições e reforçar base nos estados

Cerca de 20 ministros do governo Lula (PT) devem deixar suas pastas para concorrer a cargos públicos nas eleições deste ano, numa estratégia do presidente para fortalecer sua base nos estados. A saída de parte do núcleo duro do governo afetará principalmente a articulação política durante a campanha.

Entre os ministros que já confirmaram a descompatibilização está Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), que deixará o cargo para disputar o Senado pelo Paraná. O chefe da Casa Civil, Rui Costa, também deve se afastar, com possibilidade de disputar novamente o governo da Bahia. Sidônio Palmeira (Comunicação) deixará a pasta em junho para coordenar a campanha de Lula, enquanto Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) permanecerá até o fim do mandato.

Fora do Palácio do Planalto, ministros como Anielle Franco (Igualdade Racial), Sonia Guajajara (Povos Indígenas), Carlos Fávaro (Agricultura) e Jader Filho (Cidades) também vão concorrer a cargos no Congresso. Outros nomes que podem se lançar incluem Simone Tebet (Planejamento), Marina Silva (Meio Ambiente), Camilo Santana (Educação) e Márcio França (Empreendedorismo).

Ministros de perfil mais técnico, como Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington Lima e Silva (Justiça) e Esther Dweck (Gestão e Inovação), devem permanecer em suas funções durante o período eleitoral. A descompatibilização dos titulares das pastas ocorrerá até abril, garantindo que todos possam se lançar oficialmente nas eleições.

 

Com informações FOLHAPRESS

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