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Larisse Lopes

Relógio histórico restaurado é entregue dois anos após os ataques de 8 de janeiro

Brasília, 8 de janeiro de 2025 – Dois anos após os ataques aos prédios dos Três Poderes, o governo federal realizou, nesta quarta-feira (8), uma cerimônia de entrega de peças restauradas que haviam sido danificadas durante os atos criminosos de 2023. Um dos itens mais emblemáticos da ocasião foi o relógio histórico, um presente da Corte Francesa para a Coroa Portuguesa, que se tornou símbolo da destruição e do vandalismo daquele dia. O relógio, trazido ao Brasil por Dom João VI, estava exposto no Palácio do Planalto até ser danificado por um dos invasores.

A restauração da peça foi realizada em uma parceria entre o governo brasileiro e a Suíça, e foi conduzida com a participação do renomado fabricante de relógios Audemars Piguet. O processo envolveu mais de mil horas de trabalho de especialistas, com destaque para a complexidade e os desafios enfrentados pelos profissionais durante a recuperação. O embaixador da Suíça no Brasil, Pietro Lazzeri, esteve presente na cerimônia e compartilhou detalhes do trabalho de restauração.

“Foi um trabalho complexo que exigiu não apenas excelência técnica, mas também criatividade e o jeitinho suíço-brasileiro. Funcionou!”, afirmou Lazzeri, destacando a importância da colaboração internacional nesse processo delicado.

O relógio de pêndulo, que originalmente fora projetado por André-Charles Boulle e fabricado pelo relojoeiro francês Balthazar Martinot, é uma verdadeira obra de arte. Sua caixa, coberta por cascos de tartaruga, representa a sofisticação da época e a riqueza histórica do presente. Após os danos causados pelos ataques, a recuperação exigiu precisão e paciência, características que os relojoeiros suíços demonstraram de forma exemplar.

Em seu discurso, o embaixador também refletiu sobre os desafios enfrentados pelas democracias contemporâneas e a importância de preservá-las. “São tempos desafiadores, complexos. Acho que é fundamental valorizar e cuidar das nossas relações, da nossa amizade, dos nossos direitos humanos e das nossas democracias, que são delicadas e ao mesmo tempo resilientes, como esse relógio que volta aqui, hoje, no coração do Brasil”, disse Lazzeri.

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