A disputa pela vaga de vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a eleição deste ano voltou a ganhar força após declarações do petista que levantaram dúvidas sobre a manutenção da aliança com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Apesar do movimento, setores do PT e do PSB defendem a permanência do ex-governador de São Paulo na função.
Na última quinta-feira (5/2), Lula afirmou que Alckmin, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), são nomes com papel relevante no palanque paulista, principal colégio eleitoral do país. A fala ampliou especulações sobre mudanças na composição da chapa e intensificou articulações de partidos aliados, como o MDB, interessados na vaga de vice.
Dentro do PT, há divergências. Enquanto uma ala avalia uma aproximação com o MDB, outra defende a continuidade da dobradinha com Alckmin. Nomes como o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o governador do Pará, Helder Barbalho, ambos do MDB, são citados como possíveis alternativas, embora enfrentem resistências internas.
Em São Paulo, o cenário também segue indefinido. Alckmin, Haddad e Simone Tebet são cogitados tanto para disputar o governo estadual quanto vagas no Senado. Haddad, no entanto, prefere coordenar a campanha de reeleição de Lula, enquanto Alckmin manifesta intenção de permanecer como vice.
Lideranças petistas e do PSB reforçam a importância política de Alckmin no governo e destacam seu desempenho à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além da atuação em negociações internacionais recentes. Para aliados, a declaração de Lula não indica ruptura, mas sinaliza a tentativa de manter opções abertas em um tabuleiro eleitoral ainda em formação.
Fonte: Metrópoles