Gonet aponta risco de fuga de Bolsonaro, mas é contra polícia dentro da casa do ex-presidente

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reconheceu a existência de um “risco concreto de fuga” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas avaliou que a prisão domiciliar é uma medida cautelar suficiente no momento. Em parecer enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, Gonet descartou a necessidade de manter policiais dentro da residência do ex-presidente e se posicionou contra a prisão preventiva em unidade prisional.

A manifestação foi feita em resposta a um pedido da Polícia Federal, que expressou preocupação com uma possível tentativa de fuga de Bolsonaro para a Argentina, inclusive citando uma minuta de pedido de asilo ao presidente argentino Javier Milei. A PGR também destacou a proximidade do ex-presidente com autoridades estrangeiras, como no episódio em que esteve hospedado na embaixada da Hungria.

Apesar das preocupações, Gonet argumentou que não há situação crítica de segurança no interior da casa e que o reforço no monitoramento das áreas externas — como a rua e a entrada do condomínio — é suficiente. Como alternativa à presença física de agentes, ele sugeriu o uso de monitoramento visual remoto em tempo real, sem gravação, nas áreas externas cercadas da residência.

“As medidas cautelares já aplicadas são suficientes. Justifica-se, não obstante, o acautelamento das adjacências, como a rua em que a casa está situada e até mesmo da saída do condomínio”, escreveu o procurador.

A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes, que ainda não se manifestou sobre o parecer da PGR.

Fonte: Metrópoles

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