O governador em exercício de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), voltou a se referir ao Partido dos Trabalhadores (PT) como “narcoafetivo”, mesmo após a legenda ter recorrido à Justiça contra a declaração. A ação judicial foi protocolada nesta terça-feira (6) pelo Diretório Nacional do PT, que acusa o vice-governador de calúnia e disseminação de fake news.
No processo, o partido pede a remoção imediata do conteúdo e uma indenização de R$ 30 mil, sustentando que a liberdade de expressão não pode ser usada para atribuir crimes inexistentes a adversários políticos. A declaração que motivou a ação foi feita na segunda-feira (5), durante agenda de Ramuth em Santo Amaro, na zona sul da capital paulista, ao comentar a crise na Venezuela e um possível novo fluxo migratório para o Brasil.
Após a repercussão e a ameaça de judicialização, Ramuth enviou nota à imprensa na qual reafirma o uso do termo, afirmando que se trata de uma crítica política e retórica à postura do PT em relação ao combate ao crime organizado. “Reafirmo que o PT é um partido narcoafetivo”, declarou.
Em resposta, o PT divulgou nota assinada pelo secretário nacional de Comunicação, Éden Valadares, criticando a postura do vice-governador e afirmando que mentiras e fake news têm sido usadas pela direita para manipular a opinião pública. Segundo o dirigente, a legenda decidiu acionar a Justiça para responsabilizar Ramuth e reforçou que a iniciativa integra um esforço mais amplo de combate à desinformação.
O partido também afirmou que seguirá buscando a responsabilização civil de agentes públicos que, segundo a legenda, associam o PT e suas lideranças ao crime organizado sem provas. Felício Ramuth é filiado ao PSD, partido presidido por Gilberto Kassab, que integra a base do governo estadual de São Paulo.
Fonte: CNN