O fortalecimento das agroindústrias familiares da Bahia foi o tema central de uma reunião realizada nesta quinta-feira (9) pelo governador Jerônimo Rodrigues. O encontro reuniu representantes de instituições financeiras, cooperativas e entidades com o objetivo de debater formas de melhorar o acesso a linhas de crédito e ampliar o apoio aos pequenos agricultores do estado.
Os participantes discutiram os principais desafios enfrentados pelas agroindústrias familiares, como a dificuldade de expandir o número de agricultores beneficiados, a complexidade dos processos de crédito e a falta de garantias para financiamentos. Entre as soluções sugeridas, destacaram-se a simplificação dos processos de concessão de crédito, o fortalecimento da capacitação e a criação de um fundo garantidor para facilitar o financiamento.
Juscelino Macedo, presidente da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), destacou a importância do acesso ao capital de giro para a competitividade das agroindústrias. “O Estado tem feito muito investimento, mas às vezes a gente falta o capital de giro para proporcionar a nossa produção”, afirmou.
O Governo da Bahia tem investido significativamente no setor. Entre 2023 e 2024, foram alocados R$ 1,1 bilhão para a agricultura familiar, consolidando a Bahia como líder no apoio à área. O estado conta atualmente com 400 agroindústrias em operação.
O governador Jerônimo Rodrigues ressaltou a importância do diálogo com agentes financeiros e cooperativas, destacando os avanços alcançados e a parceria com as instituições para garantir mais recursos aos pequenos agricultores. “Estamos criando um calendário para monitorar e implementar as medidas necessárias”, afirmou, reforçando o compromisso do estado com o desenvolvimento sustentável e a inclusão produtiva.
O encontro contou com a participação de autoridades como o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ângelo Almeida. Também estiveram presentes representantes de instituições financeiras, como o Banco do Nordeste, a Caixa Econômica e o BNDES.