Uma pesquisa Ipec divulgada nesta sexta-feira (13) mostra que a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manteve estável desde setembro. De acordo com o levantamento, 34% dos brasileiros consideram o governo ótimo ou bom, enquanto o mesmo percentual avalia como ruim ou péssimo. Outros 30% classificam a administração como regular.
Em comparação com a pesquisa anterior, a avaliação positiva oscilou ligeiramente de 35% para 34%, e a avaliação negativa se manteve inalterada, com 34%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O estudo foi realizado entre 5 e 10 de dezembro, entrevistando 2 mil pessoas em 131 municípios.
Entre os grupos demográficos, a avaliação do governo é mais positiva entre as mulheres (38%) e os mais velhos, com 52% dos entrevistados com 60 anos ou mais considerando a gestão ótima ou boa. Já a avaliação mais negativa vem de homens (35%) e de pessoas entre 35 e 44 anos (40%).
A pesquisa também aponta que a administração Lula é melhor avaliada no Nordeste, com 50% de aprovação, enquanto no Sul a avaliação é pior, com 45% considerando o governo ruim ou péssimo.
Avaliação do trabalho de Lula
Quando questionados sobre o trabalho do presidente, 47% dos brasileiros aprovam sua gestão, enquanto 46% desaprovam. Esses números também ficaram dentro da margem de erro em comparação com setembro. A aprovação é mais alta no Nordeste (66%) e entre pessoas com Ensino Fundamental (60%) e renda até um salário mínimo (59%).
Por outro lado, a reprovação é mais evidente entre os moradores da Região Sul (56%) e entre evangélicos (56%), bem como entre os que têm Ensino Superior (55%) e renda superior a cinco salários mínimos (59%).
Confiança no presidente
A confiança em Lula também se manteve estável, com 45% dos entrevistados dizendo confiar no presidente e 52% afirmando o contrário. A maior confiança vem da Região Nordeste (64%), de pessoas com Ensino Fundamental (59%) e de católicos (53%). Já os evangélicos (63%) e moradores da Região Sul (63%) são os que mais não confiam no presidente.
A pesquisa revela um cenário de estabilidade nas avaliações sobre o governo, com diferenças significativas conforme a região, faixa etária, escolaridade e religião.
Fonte: G1