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Larisse Lopes

Levantamento aponta aprovação de Arthur Lira e desafios para Rodrigo Pacheco

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), é altamente avaliado pelos deputados federais. Segundo um levantamento realizado pelo Ranking dos Políticos, 76,9% dos entrevistados consideram sua atuação ótima ou boa. Apenas 16,6% o consideram regular, e 6,5% classificam seu trabalho como ruim ou péssimo. Lira se destaca pela forte aprovação, com uma rejeição mínima, o que reforça sua liderança no Congresso.

Por outro lado, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), enfrenta um cenário mais desafiador. Apenas 45,4% dos senadores o consideram ótimo ou bom, enquanto 27,3% o veem como regular, e outros 27,3% avaliam sua gestão como ruim ou péssima. A avaliação de Pacheco reflete uma menor popularidade entre seus pares, o que pode impactar sua influência política.

Sucessões no Congresso: Apoio e popularidade nas candidaturas

O levantamento também abordou as intenções de voto para as sucessões de Lira e Pacheco. No caso de Lira, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) é amplamente apoiado, com 71,3% dos votos dos congressistas entrevistados. Já no Senado, a candidatura de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) é igualmente sólida, com 77,3% dos senadores dizendo que votariam nele, demonstrando o apoio de Pacheco, embora este tenha menor influência sobre sua sucessão.

Luan Sperandio, diretor de operações do Ranking dos Políticos, destaca a diferença nas estratégias. Lira, com uma popularidade quase unânime, tem grande influência na candidatura de Motta, enquanto Pacheco, apesar de apoiar Alcolumbre, não exerce a mesma força sobre a sucessão no Senado.

PEC 6×1: Perspectivas difíceis para mudança na jornada de trabalho

Outro tema relevante abordado no levantamento é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a jornada de trabalho 6×1 (6 dias trabalhados e 1 de descanso). A PEC, proposta pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), busca reduzir a carga semanal para 36 horas, mantendo as 8 horas diárias. Porém, a proposta enfrenta resistência significativa na Câmara dos Deputados. De acordo com o levantamento, 52,8% dos deputados acreditam que a PEC não avançará neste momento, enquanto 25,9% preveem dificuldades, mas acreditam que ainda há possibilidade de avanço. Apenas 18,5% acham que o tema será aprovado com facilidade.

Além disso, a PEC enfrenta críticas econômicas. Para 64,9% dos deputados, a redução da jornada terá um impacto negativo na economia. A maioria acredita que a mudança poderá prejudicar ainda mais o cenário econômico, com 34,3% afirmando que a medida trará danos significativos e 30,6% apontando que causará algum prejuízo. No entanto, 33,3% dos deputados acham que a medida não será prejudicial à economia.

Conclusão

O cenário político atual revela uma aprovação forte de Arthur Lira, contrastando com a aprovação mais mista de Rodrigo Pacheco. Enquanto Lira influencia diretamente a sucessão de Hugo Motta, Pacheco tem menos poder sobre a candidatura de Davi Alcolumbre. Além disso, a PEC que propõe a redução da jornada de trabalho 6×1 enfrenta desafios para avançar, com preocupações econômicas predominantes entre os deputados.

Com informações do Poder360

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