O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o desenho final da proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. A expectativa é de que os dois se encontrem até a próxima segunda-feira (25), antes da apresentação do parecer do relator Léo Prates (Republicanos-BA).
Nos bastidores da Câmara, a principal divergência ainda em discussão envolve a regra de transição para a mudança na jornada. Fontes ligadas às negociações afirmam que a definição do prazo de adaptação deve ser decidida conjuntamente entre Hugo Motta e Lula.
Atualmente, uma das alternativas avaliadas pelo governo prevê um período de transição de dois anos para que empresas e setores econômicos se adequem às novas regras. Há, porém, grupos dentro da base governista que defendem a implementação imediata da mudança, sem prazo de adaptação, para que os efeitos da medida sejam percebidos ainda durante o período eleitoral.
A indefinição sobre o tema levou ao adiamento da divulgação do parecer da comissão especial, inicialmente prevista para esta semana. Outro ponto ainda em aberto é o início da vigência da futura lei. Pelo desenho atual, as novas regras começariam a valer 90 dias após a promulgação. O relator defendia originalmente um prazo de 120 dias, enquanto integrantes do governo tentam reduzir esse período para 60 dias.
A expectativa é de que o texto seja votado na comissão especial na terça-feira (26). A articulação política da Câmara trabalha para levar a proposta ao plenário ainda neste mês de maio.