Lula participa de cerimônia pelos 90 anos do salário mínimo na Casa da Moeda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta sexta-feira (16/1) da cerimônia que marca os 90 anos de criação do salário mínimo no Brasil. O evento será realizado na Casa da Moeda do Brasil, no Rio de Janeiro, e contará com o lançamento de uma medalha comemorativa em homenagem à data.

Desde sua implementação, o salário mínimo tem papel central na promoção da justiça social, na redução das desigualdades e no estímulo ao desenvolvimento econômico, ao assegurar um patamar básico de remuneração e garantir maior dignidade aos trabalhadores brasileiros.

Criado em 1936 pela Lei nº 185 e implementado durante o governo de Getúlio Vargas, o salário mínimo surgiu como resposta às condições precárias de trabalho da época, marcadas por jornadas exaustivas e baixos salários. Ao longo das décadas, apesar de avanços importantes, o instrumento passou por períodos de desvalorização, especialmente em contextos de inflação elevada e instabilidade econômica, como durante o regime militar e nas décadas de 1980 e 1990.

Um marco recente foi a criação da Política de Valorização do Salário Mínimo, em 2006, no primeiro governo Lula. A política, que combina a inflação com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), beneficia milhões de trabalhadores, aposentados e pensionistas do INSS, além de influenciar pisos salariais estaduais, contratos públicos e políticas sociais. Interrompida entre 2019 e 2022, a política foi retomada em 2023 e, desde então, garantiu aumentos reais acumulados de 14,8% acima da inflação.

Segundo o governo federal, sem essa política de valorização, o salário mínimo seria hoje de apenas R$ 823. Para o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o crescimento do mínimo injeta cerca de R$ 7 bilhões por mês na economia, contribuindo para a geração de empregos e o fortalecimento da atividade econômica, especialmente em regiões com maior concentração de trabalhadores de baixa renda.

Em 2026, além dos 90 anos do salário mínimo, a política de valorização completa duas décadas. Desde 1º de janeiro, o piso nacional passou de R$ 1.518 para R$ 1.621, um reajuste de 6,7%, calculado com base na inflação dos 12 meses anteriores somada ao crescimento real do PIB de dois anos antes. O aumento impacta diretamente cerca de 62 milhões de brasileiros, entre aposentados, pensionistas, pessoas com deficiência e beneficiários do seguro-desemprego. De acordo com o Dieese, o reajuste deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia brasileira ao longo deste ano.

 

Fonte: Agência Gov

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