O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) causou polêmica nesta quarta-feira (8) durante um discurso no Palácio do Planalto, ao fazer uma declaração considerada constrangedora e machista. Ao falar sobre sua paixão pela democracia, Lula comparou seu compromisso com a democracia a um relacionamento extraconjugal. “Não sou nem um marido, mas um amante da democracia. Muitas vezes, os homens são mais apaixonados pelas amantes do que pelas mulheres”, disse o presidente, enquanto estava acompanhado da esposa, Janja.
A fala, considerada inapropriada por muitos, gerou críticas, especialmente por ser proferida em um momento público e ao lado da primeira-dama, que tem demonstrado um certo ativismo em prol dos direitos das mulheres e do feminismo.
O evento contou também com a presença do futuro ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, que foi questionado sobre a declaração. No entanto, ele preferiu não comentar a fala de Lula, dizendo que este é um assunto que cabe ao atual ministro da Secom, Paulo Pimenta, que não estava presente na cerimônia. Quando perguntado se tomaria alguma atitude em relação ao comentário, Palmeira respondeu de forma enfática: “Não vou puxar a orelha do presidente nunca”, o que demonstrou uma postura de não se envolver no episódio.