A Procuradoria-Geral de Justiça de Pernambuco decidiu arquivar a investigação contra o cantor Gusttavo Lima e os sócios da empresa de apostas “Vai de Bet”, que estavam sendo investigados na operação Integration. A operação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa, envolvendo também a influenciadora Deolane Bezerra. O Ministério Público de Pernambuco (MP-PE) havia recorrido contra a decisão da juíza Andréa Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife, alegando abuso de autoridade e falta de imparcialidade na condução do caso.
Segundo o MP-PE, a análise das transações financeiras dos investigados, que envolvem movimentações suspeitas monitoradas pelo Coaf, ainda não foi concluída, e a falta de provas definitivas impede a denúncia. “Não foi concluída a análise dos dados da movimentação financeira dos investigados, diligência indispensável ao oferecimento da denúncia”, afirmou o Ministério Público em documento enviado à Justiça.
Em outubro, um parecer do MP-PE indicou que não há indícios suficientes de crime para sustentar as acusações contra Gusttavo Lima e os sócios da empresa de apostas, como lavagem de dinheiro e organização criminosa. A defesa do cantor também argumentou que as alegações contra ele eram infundadas, reforçando a falta de elementos concretos para justificar sua prisão preventiva.
O parecer ainda ressaltou que a venda de um avião apreendido e valores encontrados na empresa do cantor, a Balada Eventos e Produções Ltda, não configuram ilegalidades ou indicam crime de lavagem de dinheiro. O MP destacou que as transações financeiras relacionadas à venda do avião e outras operações da empresa indicam origem lícita dos recursos, sem evidências de envolvimento com atividades criminosas.
Com o arquivamento da investigação, o caso de Gusttavo Lima e os sócios da “Vai de Bet” é considerado encerrado, mas a análise de outras possíveis evidências segue em andamento.