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Larisse Lopes

Mulheres podem se alistar voluntariamente no serviço militar a partir de Janeiro

A partir de janeiro de 2025, as mulheres brasileiras têm uma nova oportunidade de ingressar nas Forças Armadas. Pela primeira vez, o Serviço Militar Inicial Feminino (SMIF) estará disponível para o alistamento voluntário de mulheres, uma medida autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em agosto de 2024.

A novidade abrange exclusivamente as mulheres nascidas em 2007, que completam 18 anos em 2025, e o prazo para se alistar vai até 30 de junho deste ano. O recrutamento pode ser feito presencialmente nas Juntas de Serviço Militar ou, ainda, de forma mais prática, por meio do site oficial.

O alistamento é uma oportunidade única, pois as mulheres poderão servir na Marinha, Exército e Aeronáutica, conforme as vagas disponíveis em cada força. O processo de seleção inclui uma série de etapas: entrevista, inspeção de saúde e testes físicos, adaptados à realidade feminina. O serviço militar estará disponível em 29 municípios brasileiros, incluindo 13 capitais, com 1.500 vagas previstas para a incorporação em 2026. Além disso, o Exército Brasileiro estima que o número de vagas possa aumentar progressivamente à medida que mais organizações militares se adaptem à presença feminina.

Papel da Mulher nas Forças Armadas

Atualmente, as mulheres representam apenas 10% do efetivo total das Forças Armadas brasileiras, que conta com cerca de 37 mil mulheres militares. A nova medida visa ampliar essa participação, mas a inclusão feminina ainda será gradual. No momento, o ingresso das mulheres nas Forças Armadas é realizado de duas formas: como oficiais ou sargentos de carreira, por meio de concurso público, ou como oficiais e sargentos temporárias, com até oito anos de serviço.

Ao contrário dos homens, que têm o alistamento obrigatório aos 18 anos, as mulheres terão a opção de se alistar voluntariamente. O serviço militar feminino não garante estabilidade, com duração de aproximadamente 12 meses, mas pode ser prorrogado por até oito anos. Durante o período de serviço, as mulheres terão direito a remuneração, auxílio-alimentação, contagem de tempo para aposentadoria e licença-maternidade.

Treinamento e Oportunidades de Capacitação

As mulheres que ingressarem nas Forças Armadas serão submetidas a treinamento físico equivalente ao dos homens, com critérios específicos para cada força. Além disso, elas terão a chance de participar de cursos de capacitação profissional em diversas áreas, o que pode representar uma importante oportunidade de qualificação.

Após o período de serviço ativo, as mulheres receberão o Certificado de Reservista e a Certidão de Tempo de Serviço. Caso haja necessidade de mobilização, elas poderão ser convocadas, assim como os homens, conforme estabelecido pela Lei do Serviço Militar e decretos que regulam a matéria.

Perspectivas de Expansão

O ingresso das mulheres no serviço militar representa um avanço significativo, mas a medida não será imediata para todas as interessadas. As vagas disponíveis inicialmente são limitadas, com a expectativa de que o número de mulheres incorporadas cresça nos próximos anos, conforme o aumento da adesão às Forças Armadas. Além disso, o Governo Federal e as Forças Armadas esperam que, com o tempo, o alistamento voluntário se torne mais acessível a um número crescente de mulheres, permitindo uma participação mais expressiva no processo de defesa nacional.

Essa é uma das primeiras ações concretas para incluir as mulheres no serviço militar de forma efetiva, demonstrando um passo importante rumo à igualdade de oportunidades nas Forças Armadas.

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