As negociações para a formação de uma federação partidária entre o PP, Republicanos e União Brasil devem ganhar força no próximo ano. Desde 2023, líderes dessas siglas vêm conversando sobre a possibilidade de unir forças, com a expectativa de que um consenso seja alcançado até fevereiro de 2024. Segundo a CNN, apurou que o atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tem sinalizado sua disposição em se dedicar às articulações para transformar essa ideia em realidade, embora reconheça que a tarefa não será fácil.
O maior desafio para a formação da federação está na articulação com as bases estaduais, onde as alianças locais muitas vezes não refletem as mesmas que existem no plano nacional. Embora o foco esteja em uma aliança entre as três siglas, a possibilidade de uma federação formada apenas por duas delas não está descartada.
Se a federação for consolidada, ela terá um impacto significativo no cenário político, tanto em nível municipal quanto estadual e nacional. Juntas, as três siglas somam atualmente 153 deputados, o que as tornaria a maior bancada da Câmara. Fontes próximas à negociação estimam que o número de deputados possa chegar a 200 após a janela partidária de 2026.
Até o momento, a federação não tem planos para lançar um candidato próprio à Presidência da República. A aliança, caso se concretize, poderá atrair possíveis candidatos tanto da direita quanto da esquerda, dado que os partidos envolvidos mantêm articulações com figuras como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
As federações partidárias funcionam como uma única agremiação, podendo apoiar qualquer candidato, mas devem permanecer unidas em bloco por pelo menos quatro anos. A formação dessa federação, portanto, pode alterar significativamente as dinâmicas políticas e eleitorais no país.
Com informações da CNN Brasil