Nicolás Maduro foi empossado nesta sexta-feira (10) para seu terceiro mandato como presidente da Venezuela, mantendo o chavismo no poder por mais um período até 2030. A cerimônia, marcada pelo isolamento do líder venezuelano, contou com a presença da embaixadora brasileira, Gilvânia de Oliveira, representando o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, antigo aliado de Maduro.
Apesar da falta de lideranças internacionais e das críticas à legitimidade de sua reeleição, Maduro fez um discurso reiterando seu compromisso com a “paz, prosperidade, igualdade e a nova democracia”. No entanto, a situação política e econômica da Venezuela segue marcada pela repressão e crise.
Em sua fala, Maduro se voltou contra os opositores e acusou os “imperialistas” e a oligarquia de não reconhecerem sua vitória, enfatizando que seu poder vem da “vontade popular”. Ele também prometeu uma diplomacia de paz e a continuidade das negociações, mas não poupou ameaças aos opositores, chamando-os de “traidores da pátria”.
A vitória de Maduro, ocorrida nas eleições de julho de 2024, continua sendo contestada pela oposição e pela comunidade internacional, com acusações de falta de transparência e manipulação eleitoral. Desde então, o governo venezuelano tem adotado uma postura de confronto com países que questionaram o processo eleitoral, rompendo relações diplomáticas e prendendo estrangeiros acusados de atuar como mercenários.