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Larisse Lopes

Pacheco, Lira, Alcolumbre e Motta devem faltar ao ato de 8 de janeiro com Lula

Na próxima quarta-feira(08) a Praça dos Três Poderes, em Brasília, será palco de um evento organizado pela Frente Brasil Popular, em memória dos atos golpistas ocorridos em 2023, quando extremistas de direita invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto. A cerimônia, marcada para às 11h, terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que liderará a lembrança dos ataques, completando dois anos desde os ataques contra as instituições democráticas do país.

Entretanto, os atuais e prováveis futuros comandantes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal não participarão da cerimônia. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), encontra-se fora do Brasil e só deverá retornar à capital federal na próxima semana, sendo representado pelo vice-presidente da Casa, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Já o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também está ausente de Brasília e ainda não confirmou presença no evento.

A ausência não se restringe apenas aos atuais presidentes das Casas. Os parlamentares mais cotados para assumir a presidência das duas Casas a partir de fevereiro de 2025 também não têm previsão de comparecer. Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), favorito para comandar o Senado, ainda se encontra no Amapá, onde passa o recesso dos congressistas. Hugo Motta (Republicanos-PB), amplamente cotado para chefiar a Câmara, também não confirmou sua participação na cerimônia.

O evento em Brasília terá início às 9h30, com um ato simbólico no Palácio do Planalto, quando o presidente Lula descerá a rampa do Planalto acompanhado de integrantes dos Três Poderes, em um gesto semelhante ao realizado um ano após os ataques, em 2023. A presença de autoridades militares também é esperada. O almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen (Marinha), o general Tomás Paiva (Exército) e o tenente-brigadeiro do ar Marcelo Damasceno (Aeronáutica) estarão no evento a pedido do presidente, reforçando o simbolismo institucional do ato.

Além das autoridades militares, representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e de movimentos sociais também marcarão presença na cerimônia, que terá, ainda, um momento dedicado à reintegração e entrega de obras de arte destruídas durante os ataques de 8 de janeiro de 2023. Às 10h30, ocorrerá o descerramento da obra “As Mulatas” (1962), de Di Cavalcanti, danificada na invasão.

O evento em Brasília ocorrerá um dia antes da data oficial, para marcar o 2º aniversário dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, com o PT (Partido dos Trabalhadores) convocando um ato em defesa da democracia, lembrando as tentativas de golpe de Estado promovidas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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