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Larisse Lopes

Pernambuco enfrenta grave escassez hídrica e adota medidas emergenciais

Pernambuco atravessa uma grave crise hídrica, com a maioria de seu território, especialmente as regiões do Agreste e Zona da Mata, em situação de seca moderada a grave. A escassez de chuvas impacta diretamente o abastecimento de água e afeta mais de 90 municípios, dos quais 94 já decretaram estado de emergência. A previsão climática indica um trimestre de janeiro a março de 2025 seco, o que pode agravar ainda mais a situação.

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) confirmou que os mananciais estão com níveis críticos, especialmente as barragens de Goitá, Bita e Utinga, que abastecem a Região Metropolitana do Recife, e a barragem de Jucazinho no Agreste. Além disso, 54 mananciais no estado operam em níveis críticos, com reflexos no fornecimento de água para diversas cidades.

Para enfrentar a emergência, ações de curto e longo prazo estão em andamento. A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) está reforçando o fornecimento de água, com 502.299 pessoas sendo atendidas por caminhões-pipa. Em 2023, 20 sistemas simplificados de abastecimento foram entregues em áreas rurais, e 300 dessalinizadores foram instalados para garantir o fornecimento nas zonas mais afastadas.

O Governo de Pernambuco também está implementando obras estruturadoras, como as adutoras do Agreste e do Alto Capibaribe, e buscando aumentar a capacidade de captação de água, com o reativamento de captações antigas. Para as áreas mais críticas, como os municípios de Águas Belas e Gravatá, medidas emergenciais estão sendo adotadas, incluindo a troca de bombas em poços e o aumento da capacidade de distribuição de água.

Além disso, a Compesa anunciou ajustes nos calendários de abastecimento e está reforçando suas equipes de manutenção para combater vazamentos e desperdícios. O governo estadual também investe em ações de conscientização sobre o uso racional da água, já que o aumento das temperaturas e a evaporação das águas armazenadas agravam ainda mais a crise.

Apesar das dificuldades, o planejamento para o enfrentamento da estiagem continua, com a expectativa de que as medidas adotadas minimizem os impactos para a população e a economia local até a chegada das chuvas previstas para março de 2025.

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