PL recua e deixa de apoiar PEC da blindagem: “Politicagem barata”, diz líder da bancada

O líder da bancada do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), anunciou nesta quinta-feira (28/8) que o partido não defenderá mais a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) conhecida como “PEC da blindagem”, que visa restringir a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre parlamentares.

A declaração ocorreu após o adiamento da votação da proposta, por falta de consenso entre os líderes da Casa. Sóstenes criticou a condução do debate e afirmou que o projeto se tornou alvo de “politicagem barata e oportunista”, sugerindo que outras legendas tentam transferir o desgaste da pauta ao PL. “Tem gente que quer botar o desgaste disso no nosso partido”, disse, sem citar nomes.

A PEC, originalmente apresentada em 2021 pelo atual ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), determina que parlamentares só possam ser presos em flagrante por crimes inafiançáveis, além de exigir autorização do Congresso para abertura de inquéritos.

Apesar de ter perdido força nos últimos anos, a proposta foi reativada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que designou Lafayette de Andrada (Republicanos-MG) como relator. Mesmo com o recuo do PL, Sóstenes não descartou apoiar um futuro relatório, desde que a iniciativa seja encampada por outro partido.

A discussão sobre a PEC deve ser retomada na próxima semana. O projeto conta com o apoio de setores bolsonaristas, que veem na medida uma forma de limitar o alcance do STF — especialmente diante das investigações que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Fonte: Metrópoles

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