Presidente colombiano afirma que retomará armas em resposta a ameaças de Trump

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, elevou o tom contra os Estados Unidos nesta segunda-feira (5) ao afirmar que voltaria a “pegar em armas” diante das ameaças feitas pelo presidente americano, Donald Trump. A declaração ocorre em meio à escalada de tensões entre os dois países após os bombardeios dos EUA na Venezuela e a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro no último sábado.

Em publicação na rede social X, Petro — ex-guerrilheiro do movimento M-19 e signatário do acordo de paz de 1990 — afirmou que havia jurado não voltar a usar armas desde o pacto de 1989, mas que o faria novamente “pela pátria”. Ele também determinou que qualquer comandante das forças de segurança que demonstrar lealdade aos Estados Unidos em detrimento da Colômbia seja imediatamente demitido.

As declarações respondem a ataques verbais de Trump, que no fim de semana afirmou que Petro deveria “cuidar de seu traseiro” e o acusou de ser “um homem doente” envolvido com a produção e venda de cocaína para os EUA. O presidente colombiano rejeitou as acusações e reforçou a soberania nacional diante do que classificou como ameaças externas.

Desde o início do segundo mandato de Trump, em 2025, as relações entre Washington e Bogotá vêm se deteriorando, com embates públicos sobre segurança regional, política de imigração e comércio. O confronto marca um distanciamento histórico entre países que foram aliados estratégicos por décadas, especialmente durante o Plano Colômbia, lançado em 1999 para o combate ao narcotráfico.

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