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Larisse Lopes

Marcelo Castro fala sobre as especulações de fim da coligação cruzada entre MDB e PSD

Em entrevista à nossa equipe o senador Marcelo Castro (MDB) abordou as especulações sobre o possível fim da coligação cruzada entre o MDB e o PSD, explicando as origens e os resultados dessa aliança. Ele destacou que, em 2017, a reforma eleitoral proibiu as coligações proporcionais, uma prática que, segundo ele, era uma “aberração” no sistema político brasileiro.

Castro explicou que as coligações proporcionais, que uniam partidos com ideologias e programas diferentes, eram prejudiciais à identidade partidária. “Coligação proporcional é a negação da existência de um partido. Cada partido deve ter uma proposta, uma doutrina, uma filosofia de administração”, afirmou o senador.

No entanto, ele reconheceu que essa mudança tem gerado dificuldades para estados com menos representantes federais, como o Piauí, que conta com apenas 10 vagas, em comparação com São Paulo, que possui 70. “Em estados menores, a formação de nominadas para deputados estaduais e federais é mais difícil”, disse Castro. Foi nesse contexto que, na eleição passada, o MDB e o PSD decidiram fazer uma aliança cruzada, com candidatos a deputado estadual do PSD migrando para o MDB e os candidatos a deputado federal do MDB indo para o PSD. Essa estratégia resultou em nove deputados estaduais e três federais.

O senador afirmou que, internamente, o MDB está disposto a continuar com essa aliança com o PSD. “Se depender de nós, nós continuaremos com a aliança”, disse Castro, destacando que, até o momento, a posição do PSD também é favorável a manter a aliança. Ele concluiu que qualquer decisão contrária dependeria da vontade do PSD, mas reafirmou o desejo do MDB de seguir com a parceria.

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