O Superior Tribunal de Justiça (STJ) se reúne na manhã desta terça-feira (10) para avaliar o afastamento cautelar do ministro Marco Buzzi, alvo de denúncia por importunação sexual. O tema será debatido em sessão extraordinária da Corte, que é composta por 33 ministros. Para que o afastamento seja aprovado, são necessários ao menos 17 votos. Buzzi não participa da votação.
Na semana passada, o STJ abriu, por unanimidade, uma sindicância para apurar a denúncia. Horas depois, o ministro apresentou atestado médico e solicitou licença de suas funções. Ele é acusado de ter importunado sexualmente uma jovem de 18 anos em janeiro deste ano, durante férias em Balneário Camboriú (SC). Segundo o relato, o episódio ocorreu quando a jovem, filha de amigos do magistrado, foi ao mar e teria sido alvo de três tentativas de agressão.
Em nota, Marco Buzzi afirmou que foi surpreendido pelas acusações, negou irregularidades e disse que as insinuações divulgadas não correspondem aos fatos. Paralelamente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apura uma nova denúncia de assédio contra o ministro. Nesta segunda-feira (9), uma segunda suposta vítima prestou depoimento à Corregedoria Nacional de Justiça. A defesa de Buzzi declarou que ainda não teve acesso aos autos, criticou supostos vazamentos e afirmou que o magistrado não cometeu qualquer ato impróprio, além de questionar a regularidade dos procedimentos adotados pelo CNJ.