Um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) na terça-feira (14) gerou grande repercussão nas redes sociais, ultrapassando 120 milhões de visualizações em apenas 24 horas. Na gravação, o parlamentar abordou a questão da possível taxação do Pix, sistema de pagamentos instantâneos utilizado por milhões de brasileiros.
Ferreira iniciou o vídeo esclarecendo que, de acordo com informações oficiais, o Pix não será taxado. No entanto, o deputado insinuou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia vir a adotar tal medida futuramente. “Não, o Pix não será taxado, mas não duvido que possa ser”, afirmou, deixando no ar a possibilidade de que o governo considere a taxação como uma medida futura.
O parlamentar, que tem se posicionado na oposição ao governo Lula, sugeriu que as mudanças recentes no monitoramento de transações eletrônicas feitas pela Receita Federal estariam ligadas à possível cobrança de Imposto de Renda (IR) de pessoas que movimentam grandes quantias sem comprovar a origem dos valores.
Em resposta às especulações de Ferreira, o governo federal rechaçou qualquer ligação entre os novos controles da Receita e a criação de uma taxação sobre o Pix. O Ministério da Fazenda afirmou que o monitoramento visa, principalmente, o combate à lavagem de dinheiro e o financiamento de atividades ilícitas, sem qualquer relação com o aumento da cobrança de impostos sobre transações realizadas pelo sistema.