O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), esteve em Brasília nesta segunda-feira (9) para protocolar um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A iniciativa se baseia em mensagens encontradas após a quebra do sigilo telefônico do empresário Daniel Vorcaro, investigado no caso envolvendo o Banco Master.
Segundo o partido Partido Novo, a ação faz parte de uma estratégia para posicionar a legenda na “vanguarda” do combate à corrupção. Além do pedido de impeachment contra Moraes, a sigla anunciou que pretende apresentar representação no Conselho de Ética contra o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, por suposta omissão na análise de outros pedidos semelhantes. O partido também estuda apresentar uma notícia-crime contra o ministro do STF.
Durante coletiva de imprensa, Zema criticou a atuação da Corte e afirmou que o tribunal enfrenta uma crise de credibilidade. Ele também citou o ministro Dias Toffoli, que atualmente relata processos relacionados ao caso do banco. “A Corte não tem moral nenhuma para decidir nada. Eles estão ocupando seus cargos por interesse pessoal; não são mais servidores públicos”, declarou o governador, acrescentando que ninguém deveria se recusar a ser investigado.
Zema também mencionou questionamentos envolvendo contratos atribuídos à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF, em acordos com o Banco Master.
O anúncio contou ainda com a presença do deputado federal Marcel van Hattem, que afirmou que o Novo pretende se consolidar como principal defensor da pauta anticorrupção no Congresso. Durante a coletiva, ele também citou o ex-deputado Deltan Dallagnol, que teve o mandato cassado em 2023.
Também participaram do evento o senador Eduardo Girão e o advogado Jeffrey Chiquini. Este é o décimo pedido de impeachment apresentado contra Alexandre de Moraes no Congresso Nacional.
Procurado, o STF informou que não havia manifestações previstas por parte do ministro ou de outros integrantes da Corte.
As investigações que motivaram o pedido envolvem suspeitas de fraudes financeiras e de manutenção de uma estrutura de monitoramento e intimidação de opositores ligada ao empresário Daniel Vorcaro. A quebra do sigilo telemático do banqueiro revelou mais de 40 contatos em seu celular, incluindo números atribuídos a ministros do STF, entre eles Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.
Fonte: Gazeta do Povo