A comissão especial da Câmara dos Deputados que discute a PEC do fim da escala 6×1 iniciou os trabalhos com a defesa de um texto de consenso e menos polarizado. O relator da proposta, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), afirmou que o objetivo é construir um relatório voltado ao trabalhador e com viabilidade de aprovação no Congresso.
Segundo ele, o texto não deve ser associado a disputas políticas. “Não terá a cara de Bolsonaro ou a cara de Lula. Terá a cara de Hugo Motta”, disse, em referência ao deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), destacando a busca por equilíbrio entre diferentes interesses.
Prates afirmou ainda que sua prioridade é garantir avanços para os trabalhadores. “Não adianta eu fazer um texto belíssimo e no final não ser aprovado, o trabalhador não teve avanço em nada”, declarou.
O relator ressaltou que a comissão terá o desafio de equilibrar demandas de trabalhadores e empregadores, preservando o foco no fim da escala 6×1 e na manutenção da remuneração. Ele também afirmou estar disposto a dialogar com representantes do setor produtivo para reduzir impactos e melhorar o ambiente de negócios.
A comissão especial analisa propostas de PECs já aprovadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), incluindo textos da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). As propostas tratam da redução da jornada de trabalho, com modelos que variam entre 36 e 40 horas semanais e diferentes formatos de descanso.
O grupo de trabalho pretende concluir o texto final e votar a proposta até o fim de maio, antes de encaminhá-la ao plenário da Câmara.
Fonte: CNN